“O livro é bom”. Na quarentena do covid-19, Lula leu “Boa Ventura: a corrida do ouro no Brasil (1697-1810)”.

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Lula elogia “O Tiradentes”, que ele leu na prisão: “é uma obra prima”

Na primeira entrevista concedida após sair da prisão (Nocaute, 20 de novembro), Lula citou a biografia de Tiradentes entre os livros que mais gostou de ler no cárcere. “É uma obra prima”, disse o ex-presidente. O autor gostou do elogio, e adorou ser chamado de “menino”.

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“O Tiradentes” avança no Prêmio Jabuti e é selecionado para a final

downloadA biografia de Tiradentes passou por mais uma peneira fina e está agora entre os cinco finalistas do Prêmio Jabuti (categoria biografia, reportagem e documentário), concorrendo só com feras. O resultado será divulgado no dia 28 de novembro.

ATUALIZAÇÃO: Não foi dessa vez. Ganhou a excelente biografia de Jorge Amado, da minha amiga Josélia Aguiar. Parabéns, Josélia!

 

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Gregório Duvivier indica a Sergio Moro a leitura da biografia de Tiradentes

 

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Duvivier para Moro: “O Tiradentes”, do Lucas Figueiredo, conta a vida de um herói nacional —aquilo que você imaginou que viria a ser, antes de virar figurante de chanchada (Foto Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Três biografias para Sergio Moro, por Gregorio Duvivier

 

(Folha de S.Paulo, 18/09/2019)

Querido Sergio Moro, vi que você gosta de ler biografias, mas ainda assim não consegue citar nenhuma. Entendo a dificuldade: imagino que esteja muito empenhado tentando salvar a sua. Tomo a liberdade de indicar três obras de não ficção —afinal de ficção já bastam suas sentenças.

“O Tiradentes”, do Lucas Figueiredo, conta a vida de um herói nacional —aquilo que você imaginou que viria a ser, antes de virar figurante de chanchada. Com base em documentos oficiais, Figueiredo perfila esse preso político, único condenado de fato pela conspiração da qual ele era, coincidentemente, o mais desvalido dos integrantes.

Seu advogado Dr. Oliveira Fagundes fez todo o showzinho da defesa e compôs uma peça sólida, ignorada pelo juiz português —que, só se descobriu depois, tinha chegado ao Rio, meses antes, com a sentença já escrita. Tudo, acredite se quiser, se baseava em delações. O primeiro delator, Joaquim Silvério dos Reis, um dos homens mais ricos e endividados da colônia, teve suas dívidas perdoadas —mais ou menos como você perdoou, duas vezes, o doleiro Alberto Youssef.

A corte também fez vista grossa pros conspiradores do Estado, que não eram poucos. Talvez lhe parecerá estranho, mas lembra que você perdoou até o Onyx.

Mas, claro, é preciso ser justo: ele se arrependeu.

Vários foram os juízes que condenaram Tiradentes e, ainda assim, ninguém se lembra do nome de nenhum. Isso pode te servir de consolo. Mesmo orquestrando uma farsa que elegeu o homem que hoje te emprega, existem fortes chances de que a história te esquecerá.

Mas talvez esteja cansado de política brasileira. “Medo”, do Bob Woodward, não é exatamente uma biografia, mas a história das eleições em que um bufão chegou ao poder. À sua volta, todos pensam que poderão usá-lo, sem perceber que legitimaram um autocrata que os descartará na primeira oportunidade.

Deviam ter suspeitado: não há papel mais triste —nem mais ingrato— que o de ajudante de bufão.

Pra terminar, vale ler “Cartas da Prisão”, de Nelson Mandela. A coletânea de cartas publicada pela Todavia conta a história de um líder político que passou 27 anos na prisão após uma condenação. Desculpa o spoiler: o sujeito sai da prisão ainda maior do que entrou, e termina presidente do país que o prendeu.

Ah, não está ali o nome do juiz que o condenou. Ufa.

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Biografia de Tiradentes na disputa pelo Prêmio Jabuti e Prêmio Rio de Literatura

selo digital finalista jabuticabecalho-premio-rio-literatura-cesgranrio-estado-cultura-184x150O Tiradentes: uma biografia de Joaquim José da Silva Xavier é semifinalista no Prêmio Jabuti (categoria biografia/documentário/reportagem) e finalista no Prêmio Rio de Literatura (categoria ensaio).

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Crime organizado, poder e corrupção

unnamedLeia aqui entrevista que concedi ao site Muvuca Brasília sobre crime organizado, poder e corrupção.

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Gregório Duvivier: biografia de Tiradentes é “obra prima de pesquisa e bem escrito para dedéu”

gregorio-duvivier-divulgacaoGregório Duvivier fala sobre a biografia de Tiradentes:

O Tiradentes é uma obra-prima de pesquisa. E bem escrito pra dedéu. Não sabia sobre Tiradentes nada alem do que tinha aprendido na escola. Que sujeito sensacional – apesar de tão diferente do herói que a gente espera. Não era líder de nada, nem queria ser. Ainda assim que sujeito. Dá pra ler feito um romance. Em vários momentos você esquece que ele vai morrer e torce pra dar certo. Em outros dá raiva e você quer que ele morra – foi um marido de merda e um pai pior. Especialmente doido ler hoje. O Estado segue fazendo vítimas, a Justiça segue servindo aos poderosos. Enfim, um livro pra ler.”

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