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Henrique Meirelles bagunça “eleição baby face” em São Paulo

Henrique Meirelles: uma folha de coentro goiano no virado paulista

Quando todo mundo pensava que a eleição para prefeito de São Paulo no ano que vem seria dos baby faces, eis que aparece uma rapozona na cena: o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

Sem aviso prévio, Meirelles deixou o PMDB, filiou-se ao PSD, o partido-fenômeno de Gilberto Kassab, e prepara-se agora para mudar o domicílio eleitoral de Goiânia para São Paulo.

Que não se enganem os baby faces Fernando Haddad, Bruno Covas e Gilberto Chalita. Henrique Meirelles não veio ao mundo a passeio.

Estava certo Magalhães Pinto, que dizia que “política é como nuvem”. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.

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“Adeus! O sino da barca chama…”. Uma homenagem fúnebre ao DEM

O recém-criado PSD, que nasce para ser governo (qualquer que seja o governo), vai tomar 17 dos 44 deputados federais do moribundo DEM, que um dia já foi Arena e PFL, mas que nunca soube ser oposição.

Se vivo fosse, o que será que diria o senhor aí de abaixo? Enquanto pensa, leia o poema A marcha do mundo, de Nietzsche, homenagem fúnebre deste blog àquele que foi um dia o maior partido da América Latina.

A marcha do mundo (Nietzsche)

Que seja assima marcha do mundo é tal;
Que me aconteça como a tantos outros.
Eles partem, seu bote se despedaça,
E ninguém pode mostrar o ponto do sumiço.
Adeus, adeus! O sino do barco chama,
E como demoro, o barqueiro me apressa.
E agora, ousado, parto através de vagas, tempestades e recifes!
Adeus! Adeus!…

 

Antonio Carlos Magalhães

 

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A guerrilha pró Aécio no Twitter

Aécio gosta de microfones, mas não gosta de jornalistas

É uma coisa impressionante!

Como qualquer um pode facilmente constatar, aqui no blog eu faço críticas ao PT, PMDB, PSDB, PDT, PV, PR, PPS e até ao ainda inexistente PSD. Aponto passagens negativas de Dilma, Lula, Ricardo Teixeira, Nelson Jobim, Palocci, SerraSérgio Cabral, Marina Silva, Temer, Collor, FHC, Sarney, Marco Maia, Hugo Chávez, Osama bin Laden, Kadafi… Nunca sofri represálias. Mas é só fazer uma crítica a Aécio Neves e a sua irmã Andrea Neves no blog que um esquema de guerrilha começa a me atacar no Twitter. É um esquema poderoso, do tipo troll. Aqui mesmo, no blog, já acusei a existência dessa guerrilha, que usa perfis falsos e robôs (veja os links no final do post).

Não adianta. Como sempre fiz em 20 anos de jornalismo, continuarei escrevendo o que eu quiser e sobre quem quiser. Incluive, quando for o caso, sobre Aécio.

Para abafar Bafometrogate, esquema de apoio a Aécio faz guerrilha no Twitter

Bafometrogate: de volta a guerrilha de Aécio no Twitter

Os tentáculos da guerrilha pró Aécio

@joaopaulom confirma: ele e João Paulo Medrado são a mesma pessoa

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PSD chega à base com fome

A foto abaixo mostra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ex-aliado de José Serra e ex-adversário do PT, na reunião de hoje em que apresentou à presidente Dilma cerca de 60 integrantes de seu novo partido, ainda não oficializado, o PSD.

Pela cara de Kassab, o PSD chega com fome à base governista… Repare: até a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), encarregada de distribuir o pão, parece estar com medo.

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Aécio e seu novo partido: alguém está mentindo

Aécio mente ou é alguém que mente para prejudicar Aécio?

Oito meses atrás, CartaCapital noticiou que o então candidato a senador Aécio Neves (MG) pretendia deixar o PSDB para fundar um novo partido. O anúncio teria sido feito pelo próprio Aécio num jantar na casa de um empresário. Na época, o tucano negou. “Essa informação não tem qualquer fundamento. É mais uma especulação infundada, sem qualquer relação com a realidade, a exemplo dos mesmos boatos que, ano passado, davam como certa minha saída do PSDB”, declarou Aécio em nota.

Hoje, a Folha de S.Paulo avança no caso. Catia Seabra, repórter que tem feito a melhor cobertura do universo aecista, crava que o tucano vai sim criar um novo partido com o qual pretende conquistar o Palácio do Planalto. A agremiação seria uma fusão do PSDB, DEM e PPS, mais uma franja do recém-criado PSD.

“Apesar da disposição de manter por ora seus projetos sob sigilo, Aécio acabou por confidenciá-los a interlocutores nas últimas semanas, quando trabalhou para conter a migração de integrantes da oposição ao PSD”, afirma a reportagem.

Duas perguntas ficam no:

Se Aécio pretende mesmo criar um novo partido, por que mentiu no ano passado?

Se Aécio não pretende criar um novo partido, quem espalha o boato? A mando de quem? Com qual objetivo?

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Oposição chega ao fundo do poço (e continua cavando, cavando…)

Menos de um mês atrás, escrevi no post Três meses sem oposição sobre a falta de rumo da oposição. Logo depois, registrei em outro dois posts (Aécio toca os primeiros acordes da oposição e desafina e Aécio, o verdadeiro, apresenta suas armas) que o grande nome da oposição para 2014, Aécio Neves (PSDB-MG), ainda não tinha dito a que viera. Pois bem, de lá para cá aconteceu o seguinte:

1) FHC não para de explicar que não mandou o povão às favas (e vai continuar explicando até o fim de seus dias);

2) Parado numa blitz de trânsito numa madrugada no Rio, Aécio, sem carteira de motorista, se recusou a fazer o teste do bafômetro e, por isso, foi autuado no artigo # 165 do Código de Trânsito Brasileiro (“dirigir embriagado ou drogado”), como o leitor do blog soube aqui em primeira mão. De quebra, apareceram uma rádio, uma frota de carros de luxo e um jatinho mal explicados;

3) Mais da metade da bancada tucana na Câmara Municipal de São Paulo debandou;

4) Fundador do PSDB, Walter Feldman, secretário municipal de Esportes de São Paulo, deixou o partido – e atirando;

5) Apontada até outro dia como grande nome da oposição, senadora Kátia Abreu saiu do DEM, filiou-se ao PSD e declarou em entrevista publicada hoje na Folha de S.Paulo: “Eu estou aflita por isso. (…) Preciso falar com ela <a presidente Dilma Rousseff>”.

6) Alheio a tudo isso, José Serra continua escrevendo no Twitter coisas do tipo: “Hoje, duas horas na cadeira do dentista. O tratamento não acaba nunca. Fica sempre algo provisório”.

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