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Encyclopedia Britannica destaca edição portuguesa de “Boa Ventura!”

medium_44570Todos os anos, a Encyclopedia Britannica lança um anuário com os principais fatos do período. O Book of the Year 2013  destacou, na retrospectiva de literatura estrangeira, cinco obras de autores brasileiros. Dentre elas, para minha felicidade, está a edição de Boa Ventura! em Portugal, onde o livro recebeu o título de A Última Pepita. (clique aqui para ler o trecho do Book of the Year 2013 que cita A Última Pepita).

O responsável pela verbete de literatura em língua portuguesa do  Book of the Year 2013 da Encyclopedia Britannica é Irwin Stern, professor do Departamento de Línguas Estrangeiras e Literatura da North Carolina State University.

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[NOTÍCIAS DE PORTUGAL – 4] Entrevista à RTP

Neste post, a entrevista que concedi à TV RTP, de Portugal, quando do lançamento de Boa Ventura! em Lisboa, em outubro (por lá, o livro foi rebatizado com o título A Última Pepita). O programa é o Ler+ Ler Melhor, apresentado por Teresa Sampaio.

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[NOTÍCIAS DE PORTUGAL – 3] Diário Digital de Lisboa elogia Boa Ventura!/A Última Pepita

Leia abaixo reportagem publicada hoje no Diário Digitalprincipal jornal eletrônico de Portugal sobre A Última Pepita, título da versão portuguesa de Boa Ventura!.

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A cobiça dos porgugueses construiu o Brasil

Por Pedro Justino Alves, para o Diário Digital (6 de novembro de 2012)

Historicamente, o descobrimento do Brasil aconteceu em 1500, mas na verdade o país foi descoberto cerca de 200 anos depois, quando finalmente as autoridades portuguesas em Lisboa receberam uma ambicionada carta, que comunicava que havia ouro na colónia. «A Última Pepita – Os portugueses e a corrida ao ouro do Brasil», do brasileiro Lucas Figueiredo (Marcador), conta essa incrível saga, os 200 anos antes do achado e o século seguinte (quando a exploração terminou), numa obra que explica muito da história portuguesa que não encontramos nos nossos livros de… História.

Mortes, desbravadores, calúnias, amizades desfeitas, traições, pura aventura, ignorância, alianças estratégicas, entrega, coragem,… «A Última Pepita – Os portugueses e a corrida ao ouro do Brasil» abarca tudo isso e muito mais. Em cerca de 200 páginas Lucas Figueiredo reuniu cerca de 300 anos da história portuguesa e, consequentemente, brasileira. O autor, no entanto, refere uma palavra para resumir a sua obra, a palavra que moveu uma época: C-O-B-I-Ç-A.

«A cobiça foi e continua a ser o motor da humanidade. Os portugueses desbravaram o Mundo porque precisavam de encontrar tesouros. Quando chegam ao «shopping center» que era na altura a Índia, precisavam de ouro para comprar as especiarias e mercadorias. Mas a verdade é que não havia ouro no mercado. E foi precisamente o ouro que fez com que Portugal alcançasse o sucesso além-mar.»

Lucas Figueiredo defende que o ouro foi determinante na construção do Brasil, sendo deste modo o alicerce do país.

«Foi a cobiça que fez com que Portugal construísse uma nação. O ouro obrigou os portugueses a entrarem no interior do país, ocupou o sertão, uma região totalmente inóspita na altura da colonização. A corrida ao ouro, que chega até o Norte, permitiu juntar o Nordeste ao Sudeste e ao Sul, determinou o primeiro encontro do Brasil. A ocupação da colónia motivada pelo ouro fez com que o Brasil se alastrasse muito além do que supostamente estava acordado com os espanhóis. O Brasil, na época da colonização, era para terminar em Brasília. Se hoje o Brasil é o que é deve precisamente a esse processo de cobiça. Portugal não tinha um projecto de país para o Brasil, mas acabou por ser responsável por uma grande obra. O ouro determinou o que é hoje o Brasil. Se compararmos com o caso espanhol, o período de colonização português foi muito mais bem-sucedido. Os 200 anos para descobrir o ouro e os 100 anos de exploração foram a base do país, de um país continental.»

Em «A Última Pepita – Os portugueses e a corrida ao ouro do Brasil» Lucas Figueiredo revela os anseios e objectivos dos reis portugueses em relação às terras americanas. Da desilusão de não terem encontrado de imediato ouro, como aconteceu com Espanha nas suas colónias, até ao dia em que tudo mudou, com Portugal a ser responsável por uma autêntica revolução mundial no século seguinte, ajudando «a fortalecer o nascente Capitalismo», um sistema que poucos anos depois dominaria o mundo com o fim do Absolutismo.

Dos vários reis, Lucas Figueredo considera D. João V o mais excêntrico, mas também «egoísta, vaidoso, perdulário, mulherengo, obsceno, despótico, intolerante. Muito mais que tudo isso, era um monarca de sorte». Devido ao ouro do Brasil, transforma-se no monarca mais influente do Mundo, «não um pobre como os seus antecessores». Rico, começa a mostrar aos seus pares o luxo que o metal proporciona, mas também as bizarrices. D. João V procura igualar-se em termos de majestosidade ao Rei de França, ignorando por completo outros deveres políticos e económicos. A Corte vive o seu momento de esplendor, ao mesmo tempo que demonstra a sua parca visão futura. Na verdade, D. João V e os seus sucessores esqueceram que o ouro, um dia, chegaria ao fim. E, em vez de se precaverem, desbarataram o que tinham, menosprezando a indústria e a agricultura – ao contrário do que fizeram os ingleses com a sua Revolução Industrial.

«O dinheiro significava para os ingleses muito mais que o acesso ao luxo ou a garantia do ócio. Para eles, o tesouro de uma nação não era medido pela quantidade de metal precioso que ela conseguia produzir ou acumular, mas pelo que, a partir do dinheiro, ela conseguia criar (…) Contudo, depois da descoberta do ouro, completou ele (Adam Smith, em «A riqueza das nações»), os portugueses deixaram as indústrias definhar, acreditando que poderiam comprar tudo o que quisessem, já que eram donos de uma terra onde o dinheiro literalmente brotava do chão. Tolice, pregava o economista. O ouro por si só não tornava ninguém ou nenhum país ricos. «Dinheiro é instrumento», dizia», escreve Lucas Fugueiredo em «A Última Pepita – Os portugueses e a corrida ao ouro do Brasil».

Esta questão do que fazer com o ouro é uma das questões fundamentais do Brasil nos dias de hoje, «mas com o petróleo. O que devemos fazer com o petróleo? Esta é a pergunta que nos estamos a fazer», refere Lucas Figueiredo, que insiste que o erro de Portugal foi gastar o dinheiro do ouro em jóias, monumentos e o luxo. «Portugal abdicou da sua agricultura, da sua indústria, pois acreditava que ouro era eterno, assim como o petróleo. A cobiça deve ser controlada.»

No total, a cobiça foi responsável pela extracção de 1000 toneladas de ouro do Brasil, com 800 quilos a serem distribuídos pela Europa; em 100 anos, a cobiça fez com que o Brasil passasse de 300 mil habitantes para 3,6 milhões de pessoas; a cobiça obrigou a utilização directa de 600 mil escravos, que deixaram África, «a mutilação de um continente»; no final do século XVII e início do XVIII, a cobiça obrigou a Coroa portuguesa a decretar leis que impediam a ida ao Brasil, já que as regiões do Minho, por exemplo, estavam despovoadas, com pessoas insuficientes para cultivar a terra, por exemplo; a cobiça permitiu que o interior do Brasil fosse ocupado, sendo por isso mais complicada a invasão de estrangeiros; a cobiça, a cobiça, a cobiça…

«Foi precisamente essa cobiça que revolucionou o Mundo em todos os aspectos, tanto a nível social como económico, cultural e político. Mas o que impressiona é que não há muito escrito sobre a Corrida ao Ouro do Brasil, que é uma história fascinante, cheia de personagens riquíssimos. Se olharmos para a Corrida ao Ouro norte-americana, com os seus filmes e livros, é uma autêntica desilusão olhar para a brasileira. Procurei no livro dar voz às centenas de pessoas que estavam ao lado da História mas que são responsáveis por ela. A Corrida ao Ouro no Brasil é uma história cinematográfica e nos livros de História isso não aparece, é tudo revelado de forma mecânica, sem informação dos seus protagonistas, os seus dramas, as suas angústias, as suas ambições.»

E a verdade é que Lucas Figueiredo consegue humanizar um período rico da História portuguesa e brasileira e transmitir todo um período preenchido de incertezas. Na realidade, lemos «A Última Pepita – Os portugueses e a corrida ao ouro do Brasil» como uma obra de aventura, o melhor modo de ler um livro de História. Apesar dos factos e pessoas serem todos reais, acabamos por nos deixar levar como se tratasse de uma obra de ficção. E esse é o principal mérito desta obra editada pela Marcador, o ritmo que o autor consegue imprimir a sua escrita.

Por isso, não é por acaso que o livro alcançou um enorme sucesso no Brasil, ganhando inclusive o Prémio Jabuti, o principal prémio literário do país. Lucas Figueiredo acredita que esse êxito deve-se também as mudanças que o país atravessa neste momento.

«Hoje o brasileiro vai a uma livraria e gasta 15 euros num livro de História, isso não acontecia antes. Estamos finalmente a resolver um período complicado da nossa história e estamos a começar a respirar. Abandonámos o espírito vira-lata e nos vemos como actores principais. Lula conseguiu tirar, por exemplo, 40 milhões de pessoas da pobreza, isso é a população de um país médio da Europa. Hoje o brasileiro já não olha apenas para o presente, para o agora, tem mais tempo para olhar o seu passado.»

Lucas Figueiredo revela que recebe com alguma frequência mails de leitores portugueses que agradecem o seu livro, referindo que descobriram uma nova História do seu próprio país. «Mas também escrevem sobre algumas das pessoas que aparecem no livro.» Mails que enchem evidentemente o autor de orgulho. Um orgulho mais valioso que o… ouro!

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[NOTÍCIAS DE PORTUGAL – 2] Resenha crítica de Boa Ventura!/A Última Pepita

Reproduzo abaixo resenha crítica do meu livro Boa Ventura! (título da edição brasileira) ou A Última Pepita (título da edição portuguesa) feita pelo professor da Universidade dos Açores Vamberto Freitas para os jornais Açoriano Oriental  (Ponta Delgada, Açores), Portuguese Times (New Bedford, EUA) e JL (Lisboa).

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Portugal e Brasil, ou o eterno esbanjamento lusíada

Sim, mais uma vez Portugal encontrava-se dependurado em dívidas, e já havia temporada que nem ao menos os juros eram honrados. (Lucas Figueiredo, A Última Pepita)

Vamberto Freitas

Tem acontecido sempre o mesmo ao longo dos séculos: quando Portugal entra em dívidas e nem tem que chegue para os juros, acontece sempre o mesmo: fica despovoado, vai criar riqueza noutras partes, para outros. O problema é que parece nunca ter havido um período da nossa história, pelo menos desde os Descobrimentos, em que Portugal não estivesse em dívida e em apuros, com a elite sempre a governar-se bem, e os restantes rastejando pela sobrevivência, até que atrevessem o Atlântico e se salvem num novo oásis a oeste, sempre a oeste, e nunca leste, como bem sabemos. Ler neste momento a magnífica narrativa histórica que é o recentemente publicado A Última Pepita: Os Portugueses e a Corrida ao Ouro do Brasil, de Lucas Figueiredo, será como ler qualquer livro sobre a nossa situação actualíssima, com a mesma linearidade e pormenores, que só mudam de nome: a descoberta de um novo maná, o seu esbanjamento imediato, o enriquecimento descarado e ilícito de uns tantos, e a pobreza generalizada de todos os outros portas adentro. Uma única nota positiva nesta ou noutras leituras abordando o mesmo tema, a mesma tragédia: nunca tem faltado uma saída, mesmo que só para recomeçar logo de seguida numa nova descida à indignidade de estado e de comunidade, nossa fiel irmã lusa. Só um pesquisador-jornalista-escritor poderia escrever com tanta clareza e múltiplos significantes, que interligam todo um passado ao nosso presente. A Última Pepita (o título refere-se à grande pedra de 20 quilos de ouro que tinha sido encontrado em Goiás em 1734 e obedientemente enviado a D. João V, só redescoberta em Lisboa por D. Luís I “num triste dia de 1876”) vem recheado de notas contextualizantes e de uma extensa bibliografia historiográfica, mas a sua leitura escorre como se de um romance se tratasse, pleno das mais estranhas e épicas personagens e acontecimentos entre São Paulo e os sertões de Minas Gerais,Goiás e Mato Grosso e Rondónia, com Lisboa servindo de centro vigilante e insaciável sugador. Existe mais uma dedução construtiva destas páginas de lágrimas, fúria e ladroagem nos dois lados do Atlântico: na busca do ouro que acabaria torrado nos cofres sobretudo ingleses e franceses para alimentar a pura vaidade e loucura aristocrática à beira Tejo, fundaram-se os alicerces de algumas das mais belas cidades do Brasil (como Ouro Preto, em Minas Gerais), e, muito mais importante ainda, os bandeirantes que deixaram as suas povoações paulistas ou litorais no início século XVII lutariam e empurrariam cada vez mais as fronteiras do seu país, mesmo quando tendo de levantar armas com o então inimigo de sempre naquelas partes, a Espanha, ocupando hoje mais de metade do continente sul-americano.

Revejo o meu exemplar de A Última Pepita, e verifico que está praticamente todo sublinhado e anotado pelas mais variadas razões, desde datas, nomes de figuras e “personagens” (pois alguns parecem mesmo saídos ma mais imaginativa ficção), áreas geográficas do interior do país imenso, mas sobretudo pelos imparáveis e audazes passos de prosa que nunca deixa de ser tão objectiva como, digamos, sentenciosa, vindo daí toda a sua cativante força narrativa para quem lê por puro prazer e, sim, aprendizagem. Que os “especialistas” debatam esta ou aquela afirmação, neguem ou não um “facto” ou outro, está fora dos meus interesses ou curiosidade. Quando uma história é contada pela primeira vez, ou revista segundo novas investigações ou imaginação na procura de outra documentação e outras fontes, como parece ser o caso aqui, ao leitor restará absorvê-la consoante o seu grau de interesse ou esclarecimento do tema, e ainda o prazer do texto, repita-se, tornando-se nos principais motivos de atenção sustentada. Quando esse texto se dirige ao passado de dois países para sempre em convivência total (a nossa “emigração” para lá começou logo em 1500, como se sabe, e nas últimas décadas recebemos mais de cem mil brasileiros nesta que é a sua pátria ancestral, ou pelo menos de indelével referência linguística e cultural), quando liga brilhantemente a sorte comum de dois povos, ninguém em qualquer das margens atlânticas poderá saber de si sem saber do outro. Que o ouro brasileiro foi uma condenação para nós, fica mais do que explícito neste livro, restando-nos, desde a cessação da sua chegada nas naus a meio do século XIX, a tal pepita gigantesca e inúmeras peças de ourivesaria escondida a sete chaves de quase toda gente, tendo servido só, ontem como hoje, a meia dúzia de privilegiados. Até nisso, a arrogância de Estado nos impõe. Mostram tudo portuguesmente a dignitários estrangeiros para impressionar e fazer de conta que um dia fomos muito ricos e de bom gosto — nem uma coisa nem outra é verdade, bom, na totalidade dos factos. Bem sei que estou em deriva aqui, ou chegando a conclusões insinuadas numa leitura deste livro, mas é-me inevitável neste preciso momento da nossa história “europeia” não ver em primeiro plano a continuidade de tudo que entre nós está errado, da repetição desavergonhada e sem fim daqueles que desde sempre estiveram ou estão responsáveis pelo nosso destino. Os brasileiros — tal como a grande maioria dos portugueses, não esqueçamos — perderam o ouro, mas pelo menos ganharam um grande país. A epopeia rumo ao território que viria a chamar-se muito correctamente de Minas Gerais faz da mesma aventura na Califórnia alguns dois séculos depois parecer uma brincadeira dominical de crianças. O grau de sofrimento e coragem dos portugueses e bandeirantes luso-brasileiros rumo a territórios selvagens do sertão e áreas circundantes é quase inimaginável hoje, assim como a crueldade ante os índios, e mais tarde para com os africanos que para lá foram levados contra a sua vontade.

“A busca do ouro e num segundo momento a exploração das lavras contribuíram para a integração da colónia, mudaram o seu eixo geopolítico e proporcionaram-lhe um mercado interno, mas não só isso. Também consolidaram o alargamento das fronteiras, iniciado no século XVII com a expansão pecuária. Quando o rush tomou o rumo do Oeste paulista e avançou por Goiás, Mato Grosso e Rondónia, o que aconteceria na prática era a invasão do território espanhol — mais uma vez, paulistas e portugueses mandavam às favas o Tratado de Tordesilhas… O Brasil triplicou de tamanho. Graças em parte aos esforços da corrida ao ouro as fronteiras brasileiras somariam 8,5 milhões de quilómetros quadrados, território 15 vezes maior do que o da França, 17 vezes o da Espanha e 93 vezes o de Portugal. No futuro, apenas quatro países teriam mais terras do que o Brasil: Canadá, China, Estados Unidos e Rússia”.

Raramente os intelectuais brasileiros reconhecem — ao contrário de Lucas Figueiredo aqui – – esta força lusa e luso-brasileira na construção definitiva do seu país, mesmo que tenha levado mais de um século após o descobrimento para o arranque definitivo na consolidação das suas outras comunidades fora do litoral, e a consequente definição das suas largas fronteiras. Embrenham-se, alguns, em comparações forçadas com a colonização e fundação dos Estados Unidos, falam como se um povo fosse superior a outro, muitas vezes chegando a considerações espúrias. Por que não estabelecem paralelos com o sul americano, que mais em comum teve com o seu país, o latifúndio e a economia esclavagista, onde sobressaem em alto muitas das virtudes portuguesas no Brasil? Será só uma questão de “bandeirantes e pioneiros”, narrativa em que uns só trabalhavam a terra e outros mais não faziam do que perpetuar a aventura exploratória?

A Última Pepita: Os Portugueses e a Corrida ao Ouro do Brasil é essa lúcida e inquietante história. Não poupa ninguém, nem portugueses nem brasileiros. A verdade ou o questionamento de cada palavra aqui leva-nos ao que um livro nos deve levar sempre: rever a história e provocar o pensamento. A maior lição é que nos entristece com a força da sua ironia: nada ou pouco mudou na terra lusitana europeia, ou Brasil, adicione-se — o esbanjamento das nossas elites cresceu ainda mais,são eles que sempre viveram para além das nossas possibilidades. A epígrafe acima aplica-se à nossa história antes e depois de século XIX, nessa aflitiva continuidade ainda sem resolução à vista.

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[NOTÍCIAS DE PORTUGAL – 1] Lançamento Boa Ventura!/A Última Pepita

No debate na noite de autógrafos na Universidade de Lisboa, da esquerda para a direita: Ricardo Antunes (Editora Marcador), eu, Maria Xavier (Casa da América Latina) e Nuno Monteiro (Instituo de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa).

Agradeço à editora Marcador, à Casa da América Latina e à Universidade de Lisboa pela maravilhosa acolhida na capital portuguesa por ocasião do lançamento da versão lusitana de Boa Ventura!, batizada por lá com o título A Última Pepita. Meu muito obrigado.

Eu e minha mulher, Mariana Berutto, ladeados por João Gonçalves e Rita Fazenda, da editora Marcador

 

 

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[AGENDA] Noite de autógrafos em Lisboa

CLIQUE PARA AUMENTAR A IMAGEM DO CONVITE

Na quinta-feira 25 de outubro, às 18h30, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS), farei uma apresentação do meu livro Boa Ventura! (ou A Últipa Pepita, como a obra foi batizado em Portugal).  Após a apresentação, que terá entrada gratuita e contará com mediação do professor Nuno Monteiro, pesquisador do ICS (para mais detalhes, clique na imagem), autografarei a edição portuguesa do livro, lançado pela editora Marcador.

O evento é patrocinado pelo ICS, pela Casa da América Latina e pela Marcador.

No mesmo dia, às 10h, farei uma palestra fechada para os alunos da Escola Rainha D. Amélia, em Lisboa.

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Boa Ventura!/A Última Pepita no Jornal das 8, da TVI de Portugal

Estou muito feliz com os elogios que BoaVentura! – que em Portugal se chama A Última Pepita – recebeu do proeminente professor Marcelo Rebelo de Sousa em seu comentário no Jornal das 8, da TVI, programa jornalístico de maior audiência de Portugal. O vídeo está logo acima.

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