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Pensamentos imperfeitos (2)

Enquanto isso, no seminário do PSDB no Rio…

SÉRGIO GUERRA: Pô, o Serra não tinha dito que não vinha…? Que falso…!

ANTONIO ANASTASIA: Ainda bem que o Serra é problema do Aécio e não meu.

GERALDO ALCKMIN: É como a Lu sempre diz: fazer do limão uma limonada. Vou aproveitar que o Serra veio e lançar a candidatura dele para prefeito. Assim me livro desta mala…

TASSO JEREISSATI: Desagradável o Serra ter vindo…

FHC: Quem será o pai…?

AÉCIO NEVES: Já sei! Vou sugerir que a presença do Serra aqui é mais uma prova do meu poder de conciliação… A Andrea vai adorar, espero.

JOSÉ SERRA: Vou ficar entocado aqui atrás olhando o estrago que fiz. Adoro isso!

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Dilma assume o personagem de “faxineira da República”

A “faxina” no governo federal existe de fato? Se existe, a presidente Dilma faz a “faxina” porque gosta ou porque precisa? Enquanto a imprensa nacional e internacional tentam responder essas perguntas, Dilma vai surfando na onda da “faxina”.

Na semana passada, pela primeira vez, ela usou o termo num evento público. “A verdadeira faxina que esse país tem de fazer (é) a faxina contra a miséria”, disse ela. Em tempos em que os marqueteiros políticos dão as cartas, obviamente a fala da presidente foi calculadíssima, ainda mais porque não se tratava de um evento político qualquer. Dilma estava acompanhada de dois governadores do PSDB – Geraldo Alckmin (SP) e Antonio Anastasia (MG) – e do ex-presidente e tucano-mor Fernando Henrique Cardoso. Era uma agenda positiva (lançamento do plano Brasil sem Miséria) após semanas de crise política na base aliada.

É fato: Dilma resolveu encarar o personagem da “faxineira da República”. No que vai dar, ninguém sabe. A classe média, tão desejada, certamente vai adorar. O PT lulista e o PMDB, nem tanto. Não que corram grandes riscos de serem varridos, mas prefeririam não ter de fazer o papel de “tira mau” e deixar para Dilma o papel de “tira bonzinho”.

Outra possibilidade – pequena, mas não desprezível – é ela gostar tanto do personagem que resolva assumi-lo não como um instrumento de marketing, mas como ação política. Uma autoridade que trabalhou com Dilma no Ministério de Minas e Energia, no governo Lula, me disse que ela cabe muito bem no papel da “faxineira da República”.  Dia sim e outro também, a então ministra ligava para a autoridade e dava o comando: “demita fulano, demita sicrano!”. “Dilma tem vocação predadora”, disse a minha fonte, que afirma que o ministério teria ficado às moscas se ele tivesse acionado a guilhotina todas as vezes que Dilma ordenou. Naquele época, porém, Dilma era ministra. Hoje, é presidente.

Até onde vai a “faxina” de Dilma, só o tempo dirá.

(Atualização, 22/08/11, 12h50  – Relendo agora o post, escrito na madrugada, vejo que não fui feliz na alegoria do “tira mau” e do “tira bonzinho”. Melhor seria “vilão” e “mocinho”.)

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Status de Aécio de “candidato natural” da oposição em 2014 é questionado

Aécio já não surfa sozinho

Aécio Neves (PSDB) vem perdendo o status de “candidato natural” da oposição na eleição presidencial de 2014. O primeiro sinal foi o tititi em torno do nome de Nelson Jobim. Depois que o gaúcho foi demitido do Ministério da Defesa por suas muitas e ásperas críticas ao governo Dilma, não foram poucos os que cogitaram sua transferência do PMDB para o PSDB a fim de buscar ser o candidato da oposição daqui a quatro anos.

Hoje, o jornal digital Brasil247 publica um artigo de título sugestivo – “Candidato Aécio decepciona e a fila anda”  – em que, diante do baixo rendimento do mineiro como líder da oposição, aponta José Serra e até Geraldo Alckmin como possíveis nomes do PSDB em 2014. Leia abaixo.

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Candidato Aécio decepciona e a fila anda

Brasil247

Quando o ex-governador de São Paulo José Serra perdeu o pleito de 2010 para a presidente Dilma Rousseff, deu-se como sepultado seu projeto de infância – como o mesmo lembrou durante a campanha – de se tornar presidente da República. Desgastado por mais uma derrota, o eterno candidato do PSDB parecia ter desperdiçado sua última chance, já que a candidatura do senador Aécio Neves para 2014 se impôs quase que naturalmente. Mas, quase um ano depois da vitória de Dilma, Aécio vai ficando pra trás, enquanto Serra recomeça a arregaçar as mangas na direção da Presidência mais uma vez.

A única movimentação política mais explícita (e ainda assim discreta) de Aécio mirando as eleições de 2014 foi um decreto assinado pelo governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), no mês passado, concedendo à ex-senadora Marina Silva o título de cidadã honorária do estado. O senador mineiro estaria de olho nos 20 milhões de votos da ex-candidata à Presidência pelo Partido Verde (Marina deixou o partido em julho) e, portanto, disposto a se aliar à ex-ministra do Meio Ambiente. Fora isso, Aécio concentra seus esforços na mudança do rito seguido pelas Medidas Provisórias no Congresso Nacional e pontua, aqui e ali, críticas ao governo Dilma. Sem empolgar, no entanto.

O comportamento de Aécio contrasta com o do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, que já segue algo parecido com uma agenda de campanha para 2014 e, na semana passada, visitou a Casa das Garças, reduto tucano. Os tucanos queriam saber o que Campos pensa sobre privatizações, entre outros assuntos. Também próximo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador pernambucano é alternativa tanto para o PT, caso Dilma e o próprio Lula não se animem a disputar o pleito de 2014, quanto para o PSDB, caso Serra não emplaque sua candidatura.

O último candidato do PSDB à Presidência, contudo, começa a dar sinais de que não desistiu da guerra. Talvez animado pelo comportamento pouco insinuante de Aécio, Serra deixou definitivamente a disputar pela Prefeitura de São Paulo em 2012, para estar disponível nas eleições presidenciais de 2014. Afinal, largar a capital paulista pela segunda vez para disputar a Presidência seria um tiro no pé. Quem diz é a colunista Dora Kramer, sempre bem informada sobre os assuntos de Serra, em sua coluna publicada nesta terça-feira.

O vácuo deixado pelo senador Aécio Neves abre espaço até para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que já disputou a presidência pelo PSDB e adotou recentemente o discurso de combate à pobreza do Governo Federal. Nesta quinta-feira, aliás, Alckmin anuncia junto com a presidente Dilma Rousseff a unificação entre os programas Bolsa Família, do Governo Federal, o Renda Cidadã, do estado de São Paulo. Ou seja, estão todo se movimentando, menos Aécio. E a fila não para.

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Inimizades, pensamentos imperfeitos e um funeral (V)

GERALDO ALCKMIN: “Putz, no enterro do Zé Alencar foi a mesma coisa, acabei sobrando na segunda fila. Como o Serra, o Aécio e o Fernando Henrique conseguem ser tão rápidos…?”

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O destino cruel de Serra

Para quem viu José Serra em seus dias de glória – antes, durante e depois do governo FHC –, soa absurdo ver que hoje precisa do apoio de Geraldo Alckmin para disputar a presidência do pouco expressivo Instituto Teotônio Vilela. E periga não ganhar…

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Fusão PSDB/DEM/PPS: arde o ninho tucano

Quem é o dono do ninho tucano?

A discussão sobre uma possível fusão do PSDB, DEM e PPS, que estaria sendo articulada por Aécio Neves, parece não agradar a todos os tucanos de São Paulo. “Não é uma ideia que está posta. É uma discussão fora de hora”, disparou José Serra ao comentar a notícia. Já o governador Geraldo Alckmin foi mais diplomático, mas também expressou descontentamento: “Eu respeito as ideias. Eu respeito o Aécio, mas é muito cedo para essa discussão”.

Por 2014, o ninho tucano arde.

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