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Henrique Meirelles bagunça “eleição baby face” em São Paulo

Henrique Meirelles: uma folha de coentro goiano no virado paulista

Quando todo mundo pensava que a eleição para prefeito de São Paulo no ano que vem seria dos baby faces, eis que aparece uma rapozona na cena: o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles.

Sem aviso prévio, Meirelles deixou o PMDB, filiou-se ao PSD, o partido-fenômeno de Gilberto Kassab, e prepara-se agora para mudar o domicílio eleitoral de Goiânia para São Paulo.

Que não se enganem os baby faces Fernando Haddad, Bruno Covas e Gilberto Chalita. Henrique Meirelles não veio ao mundo a passeio.

Estava certo Magalhães Pinto, que dizia que “política é como nuvem”. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.

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PSDB: quo vadis?

A coisa está feia para o PSDB

1) Gilberto Kassab está passando o rodo no ninho tucano em todo o país, tomando deputados eleitos para seu novo partido, o PSD;

2) Aécio Neves, cada vez mais murcho no Senado, não é visto mais como a última Coca-Cola do deserto oposicionista em 2014. A imprensa já começa a especular que, na próxima eleição, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), talvez seja “o cara”;

3) Dia sim, dia não, o PSDB avisa: vai resgatar o legado de FHC. E isso nunca acontece;

4) José Serra já não manda nem no PSDB de São Paulo. Hoje, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) fez um desabafo no Twitter:

– Há quase uma década sem representação no Senado, o PSDB paulista me ignorou na propaganda política que está no ar.

– Resolvi passar recibo publicamente porque sequer fui consultado a esse respeito.

– A propaganda do PSDB ignora também o líder político com a trajetória e o prestígio popular de @joseserra_. Vamos bem assim…

Com o DEM a estrebuchar em praça pública e o PSDB a rodopiar em torno de si mesmo, pergunta-se: para onde vai a oposição?

P.S. Pesquisa CNI/Ibope divulgada hoje aponta que o governo da presidente Dilma Rousseff é aprovado por 71% dos brasileiros. Com 8 meses de governo, Lula tinha 69% de aprovação e FHC, 57%.

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PSD chega à base com fome

A foto abaixo mostra o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, ex-aliado de José Serra e ex-adversário do PT, na reunião de hoje em que apresentou à presidente Dilma cerca de 60 integrantes de seu novo partido, ainda não oficializado, o PSD.

Pela cara de Kassab, o PSD chega com fome à base governista… Repare: até a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais), encarregada de distribuir o pão, parece estar com medo.

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“Maior bandido vivo do Brasil”: sai o resultado do concurso de Xico Sá

Terminou o concurso galhofeiro promovido por Xico Sá no seu blog para escolher “o maior bandido vivo do Brasil”. Os políticos ficaram com 7 dos 10 primeiros lugares. No top ten há ainda um cartola do futebol, um empresário e um bispo evangélico. O único criminoso preso, Fernandinho Beira-Mar, aparece só no 19º lugar. Confira:

 

 1º    José Sarney – 263 votos

    Paulo Maluf – 101 votos

    Ricardo Teixeira -100 votos

    José Serra – 66 votos

    Lula – 42 votos

    Daniel Dantas – 39 votos

    José Dirceu – 35 votos

    Edir Macedo – 27 votos

    Fernando Collor -26 votos

10º FHC -25 votos

11º Gilberto Kassab – 23 votos

12º Geraldo Alckmin -22 votos

13º Gilmar Mendes -21 votos

14º Família Roriz – 20 votos

15º Renan Calheiros – 19 votos

16º Jader Barbalho -17 votos

17º Grande mídia -15 votos

18º Roger Abdelmassih – 14 votos

19º Fernandinho Beira-Mar – 11 votos

20º Polícia no geral, sem distinção – 10 votos

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Três meses sem oposição

O governo Dilma Rousseff já conta três meses. O que fez e o que deixou de fazer nesse período não chega a ser surpresa. A efeméride, contudo, esconde um fato perturbador: faz três meses que o governo não tem oposição.

O DEM – ex-Arena, ex-PFL e hoje auto-intitulado “partido das novas idéias” – esfacela-se à luz do dia. Uma de suas principais lideranças, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, criou um novo partido, o PSD, e já flerta abertamente com Dilma.

O DEM nada faz para projetar-se como futura opção à Dilma e, nesses três meses, foi incapaz de apontar os (inúmeros) furos do governo.

Marina Silva, a suposta grande revelação da política nacional, inflada a não mais poder pela imprensa na campanha presidencial, é outra que está perdida, perdida. Descobriu agora (mas só agora?) que seu PV é uma panelinha e já ameaça debandar. Para onde vai, o que quer, é uma incógnita.

O autofágico PSDB, por sua vez, consome suas entranhas. Sem perspectiva de espaço político, José Serra passa os dias a treinar o abraço do afogado em seu “companheiro” Aécio Neves. Já este, ungido grande líder das oposições, até agora não disse a que veio (no Senado, até Itamar Franco consegue fazer mais barulho que ele).

No primeiro grande teste do governo no Senado, a votação do salário mínimo, no final de fevereiro, Aécio foi uma nulidade. A jornalista Dora Kramer, do Estadão – ela, não exatamente uma petista empedernida; o jornal, um bastião da imprensa anti-PT –, acompanhou a votação e fuzilou no Twitter: “Aécio foi a grande ausência”; “Aécio decepciona com falta de posição”.

Nulo no presente e sem discurso para o futuro, Aécio parece também ter sido foi engolido pelo passado. Diante da gerentona Dilma Rousseff, que toca o governo com padrões administrativos acima da (medíocre) média das últimas décadas, Aécio abandonou seu mantra de “choque de gestão”. Ficou sem discurso.

Sem oposição, perde o país. Sem oposição, aumentam as chances de o governo do PT se perder na sua soberba. Vai mal a coisa.

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