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Marcos Valério e o PSDB

Reproduzo abaixo artigo de minha autoria publicado neste domingo n’O Estado de S.Paulo (caderno Aliás) sobre as ligações perigosas entre Marcos Valério e o PSDB.

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Mensalidades atrasadas

Por Lucas Figueiredo*, para O Estado de S.Paulo (caderno Aliás), 4 de novembro de 2012

Está tudo muito bom, está tudo muito bem. É o que parece quando olhamos ao redor e vemos uma parcela da sociedade a bradar: desvendamos o mensalão! Desvendamos mesmo?

José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, João Paulo Cunha e que tais foram abatidos. Mas o mensalão só será totalmente dissecado quando sua gênese for revelada. Marcos Valério não operou apenas em uma campanha eleitoral ou serviu apenas a um partido ou um governo.

Marcos Valério Fernandes de Souza tinha 34 anos quando em 1995 teve início a era de ouro do PSDB (naquele ano, Fernando Henrique Cardoso assumiu a Presidência da República e, em Minas Gerais, Eduardo Azeredo foi empossado no governo do Estado). Valério era desimportante. Não tinha poder, não circulava nas rodas políticas e seu patrimônio era modesto.

Um ano após a assunção de Eduardo Azeredo ao governo, Valério se materializou como sócio da semifalida agência de publicidade SMPB. Não entrou com dinheiro, mas com capacidade operativa. A fim de levantar a SMPB, obteve um empréstimo de R$ 1,6 milhão com o hoje extinto banco estatal mineiro Credireal, numa operação que posteriormente o Ministério Público de Minas classificaria como “de pai para filho” ou, em palavra ainda mais forte, “escusa”.

Na estrada aberta para a SMPB pelo governo tucano em Minas, Valério trafegava nas duas vias. Em 1998, tornou-se operador financeiro da campanha de reeleição de Azeredo. Primeiro, botou sua assinatura num contrato de empréstimo de R$ 2 milhões no Rural (o dinheiro foi retirado do banco numa caixa de papelão pelo tesoureiro da campanha). Depois, mais um empréstimo, de R$ 9 milhões.

Ainda naquele ano, no período que vai de 40 dias antes da eleição até o interregno entre o primeiro e o segundo turnos, três estatais de Minas – Cemig, Copasa e Comig, hoje Codemig – alimentaram as empresas de Valério com R$ 4,7 milhões. Segundo o Ministério Público, o dinheiro entrava de um lado (estatais de Minas e Banco Rural) e saía pelo outro (os cofres da coligação formada pelo PSDB, PFL, hoje DEM, PTB e PPB, hoje PP). Registros bancários e do próprio Valério indicam que ele pagou parte dos custos da campanha publicitária de Azeredo e distribuiu recursos para 75 candidatos e colaboradores da coligação encabeçada pelo PSDB.

Em poucos dias terminará o julgamento do processo do mensalão do PT no STF. Já o mensalão do PSDB mineiro será apreciado em processos fatiados, pelo STF e pela Justiça de Minas. E só Deus sabe quando.

De qualquer forma, quando o passado vier à luz, talvez seja possível esclarecer algumas dúvidas. Por exemplo: o que levou a SMPB de Valério a ganhar grandiosos contratos de publicidade no governo de FHC (Banco do Brasil, Ministério do Trabalho, Ministério dos Esportes, Eletronorte e Fundacentro)? Por que Valério, por intermédio da SMPB, doou R$ 50 mil à campanha de reeleição de Fernando Henrique, em 1998? Por que Danilo de Castro – um dos principais articuladores políticos do senador Aécio Neves – foi avalista de um empréstimo do Rural para a SMPB? Quais provas fizeram do jornalista Eduardo Pereira Guedes, integrante graduado do staff de marketing político de Aécio, réu no processo do mensalão mineiro? Por que o PSDB continuou a defender Azeredo após o mensalão mineiro ser revelado (Arthur Virgílio, então líder do partido no Senado, disse que, a despeito das acusações, a bancada tucana reafirmava sua “plena confiança na honradez e na lisura desse companheiro”)? Por que o PSDB lançou Azeredo a deputado federal (ele se elegeu e seu mandato vai até 2015) mesmo sabendo que o Ministério Público Federal o acusava de ser “um dos mentores e principal beneficiário” do mensalão mineiro? O que explica o fato de que, entre 1997 e 2002, período em que operava para o PSDB, Valério fez seu patrimônio declarado no Imposto de Renda saltar de R$ 230 mil para R$ 3,9 milhões (1.600% de aumento em cinco anos, com uma inflação de 42%)?

Como se vê, o filme ainda não acabou.

* Lucas Figueiredo é jornalista, escritor, autor, entre outros, de O Operador – Como (e a mando de quem) Marcos Valério irrigou os cofres do PSDB e do PT (Record)

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PT insiste na parceria Caracu com Aécio

Sem medo de ser infelizzzzzz, o PT é hoje o curupira da política: ninguém sabe se anda para trás ou para frente

Se algum dia Aécio Neves alcançar a tão almejada Presidência da República, poderá dizer: “apesar de José Serra, mas com o apoio do PT, cheguei até aqui”.

Não há quem não reconheça que Aécio é hoje o principal nome da oposição para 2014, e não só para 2014. Talvez também para 2018, 2022, 2026… Aécio tem cacife (domina o segundo colégio eleitoral do país), tem carisma, tem habilidade política, tem apoio do empresariado, tem apoio da mídia, tem apoio da Força Sindical e tem alianças consistentes fora do eixo PT-PSDB.

Aécio, portanto, é um forte adversário do projeto político do PT, certo? Sim… Quer dizer, não… Quer dizer, talvez.

Nos últimos dez anos, a fim de alimentar a oposição interna a José Serra no PSDB, o PT, de forma geral, salvo uma ou outra exceção em Minas, evitou chatear Aécio Neves. Fez mais: abriu espaço para que o tucano crescesse.

Faça um teste. Tente achar no Google uma crítica mais pesada a Aécio Neves feita por um cacique petista de projeção nacional. Não há. Lula? Dilma? José Dirceu? Nenhum deles se lançou ao sagrado exercício político de desconstruir o adversário (a recíproca, contudo, como também mostra o Google, não é verdadeira).

O ápice da relação de boa vizinhança do PT com Aécio se deu em 2008. Naquele ano, o Partido dos Trabalhadores, que administrava Belo Horizonte havia 16 anos, decidiu quebrar a risca e não lançar candidato próprio à prefeitura, uma das mais importantes e estratégicas do país. De bom grado, o PT desceu da cadeira e passou a apoiar a chapa encabeçada por Márcio Lacerda (PSB), secretário do governo Aécio e afilhado político do tucano. A aliança ficaria conhecida como parceria Caracu (Aécio, é óbvio, entrou com a cara…).

Eleito, Márcio Lacerda fez o previsível. Nos últimos três anos, trabalhou pelo projeto de Aécio e pelo enfraquecimento do PT mineiro. O último ato dessa comédia se deu no início do mês, quando Lacerda, numa briga pessoal, demitiu todos os funcionários do gabinete de seu vice, o petista Roberto Carvalho.

Ano que vem, como todos sabem, tem eleição para prefeito. Há, por certo, muitos petistas mineiros que desejam romper a exótica aliança PSDB-PT em Belo Horizonte. A estratégia tem coerência, não se pode negar, já que na prática a aliança só favoreceu Aécio e o PSDB, enquanto o PT diminuiu. Além disso, em 2014, se o script político se confirmar, Aécio estará do outro lado do ringue contra Dilma Rousseff.

Por que então, catzzo!, o PT deveria fazer o jogo de Aécio? A vida tem seus mistérios.

Aqueles que, dentro do PT de Minas, trabalham pelo fim da aliança esbarram na objeção daquele que, no PT, é o padrinho da parceria Caracu, Fernando Pimentel.

Atual ministro do Desenvolvimento, Pimentel foi o último prefeito petista de Belo Horizonte. Se depender dele, talvez seja também o derradeiro. Pimentel joga pela reeleição de Márcio Lacerda. Se eleito, Lacerda quiçá venha a preencher, daqui a três anos, o (ainda vago) posto de candidato de Aécio ao governo de Minas. Seria certamente uma candidatura forte, talvez forte o suficiente para mais uma vez barrar o sonho do PT, nunca realizado, de conquistar o Palácio da Liberdade.

O curioso nessa história é que, ao patrocinar a reedição da parceria Caracu, Pimentel joga contra si próprio, já que também é nome forte para a eleição ao Governo de Minas em 2014.

Ontem, a contradição petista em Minas explodiu. Motivo: enquanto as exceções de sempre no raquítico PT mineiro lutam para explorar as fragilidades da herança deixada por Aécio no Estado (piso salarial mais baixo do país para o professorado, dependência excessiva das commodities num momento de crise mundial na economia, dívidas imensas que engessam a capacidade de investimento, mordaça na imprensa…), a ala de Fernando Pimentel apostou mais uma vez na parceria Caracu.

Aliado de Pimentel e presidente do PT de Minas, o deputado federal Reginaldo Lopes se reuniu ontem publicamente com Antonio Anastasia (PSDB), governador de Minas nascido de uma costela de Aécio, para discutir o que Lopes apelidou de “agenda positiva” e “convergência programática”. O resultado das confabulações deveria ter sido levado ainda hoje para Brasília. Adivinhem para quem? Fernando Pimentel.

Dirão os envolvidos que a “convergência programática” e a “agenda positiva” atende aos interesses de Minas. Na Calábria brasileira, desde a Inconfidência, é sempre assim. À luz do dia, evoca-se aos brados o nome de Minas. De madrugada, aos sussurros, costuram-se conspirações que atendem unicamente a interesses privados.

A busca do presidente do PT de Minas por uma “convergência programática” com o PSDB despertou a ira de petistas autênticos – chamemo-los assim para efeito de diferenciação (quem diria que um dia o PT precisaria ser classificado com a mesma escala de elasticidade de caráter do PMDB?). Via Twitter, o deputado Rogério Correia, autêntico que lidera o bloco anti-Aécio na Assembléia Legislativa do Estado, batizado de Minas Sem Censura, chamou Reginaldo Lopes de “traidor” e de aliado do PSDB e pediu que ele fosse afastado da presidência do PT mineiro. O protesto, seguido por outros autênticos, dificilmente terá efeito prático, já que a ala não tem força nas instâncias do PT nacional para peitar o ministro Fernando Pimentel.

Por que Pimentel fortalece os adversários de seu partido na capital mineira? Por que o PT nacional infla Aécio? Não há explicação lógica. Lá no fundo, lá no fundo, bem lá no fundo… Não há nada lá no fundo. A parceria Caracu é o que parece ser.

Minas tem 14,5 milhões de eleitores (10,7% do total nacional). Numa eleição presidencial apertada, o colégio eleitoral mineiro pode muito bem definir a parada. O PT parece não se importar com isso. Que assim seja. Mas não custa lembrar o ditado espanhol: cría cuervos y te sacarán los ojos.

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Brasília vive “Melancolia”

Coisas estranhas acontecem em Brasília.

Hoje, a cidade amanhaceu com um halo em torno do sol. O fenômeno é  típico na passagem do inverno para a primavera. A causa: nuvens de cristais de gelo que refratam luz solar.

Essa é a explicação científica. Mas como Brasília é chegada num misticismo o blog pergunta? Terá o halo solar algum efeito sobre o Congresso, o Palácio do Planalto, o Supremo, os ministérios… Dilma, os ministros, os congressistas sofrerão algum impacto? Maligno ou benigno?

E se o sol cair sobre Brasília? Quem sobreviverá? Uma nova civilização ressurgirá dos escombros? Como será ela?

À medida que o sol vier caindo, como irão reagir José Sarney, Ideli Salvatti, Ana de Hollanda? Algum cargo será criado? Com qual partido ficará? O fim de Brasília irá atrapalhar os planos da volta de José Dirceu?

Aguardemos…

P.S. Nos últimos dias, fiz três posts com o título “Isto é Brasília”. As imagens mostravam índios em cenários urbanos pouco prováveis. Como teve leitor achando que eu desdenhava dos índio, tratei logo de explicar que era justamente o contrário. Uma das coisas que mais gosto em Brasília, cidade que amo, é justamente sua pluralidade e o uso do espaço público da forma mais democrática vista no Brasil.

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José Dirceu está voltando…

Dirceu em debate no Festival de Cinema de Brasília: é tudo fita

Hoje, um dia após lançar seu livro Tempos de planície, o ex-ministro José Dirceu participou do seminário “A produção independente e a parceria com a televisão”, no 44º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (foto acima).

Planície…? Conversando sobre TV e cinema…? Não se engane: ele está voltando.

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Dirceu na planície?

Ele voltará? Ou na verdade nunca foi para a planície?

Neste instante, num restaurante de Brasília, o ex-ministro José Dirceu lança seu livro Tempos de planície.

Se na planície José Dirceu exibe essse sorriso e atrai a simpatia escancarada de poderosos (veja fotos abaixo), imagine quando voltar ao centro do poder? Ou você ainda tem dúvida de que Dirceu voltará ao centro do poder?

Dirceu e Humberto Costa, líder do PT no Senado

Dirceu e o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza

Dirceu e o senador Renan Calheiros

Dirceu e José Genoino, ex-deputado e hoje assessor especial do Ministério da Defesa

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PT-SP chama militância para passeata contra Veja (ou o dia em que a vítima quis trocar de papel com o vilão)

Ilustração da convocação da passeata no site do PT-SP: Pink & Cérebro não fariam melhor

Na semana passada, com um arremedo de reportagem, a revista Veja conseguiu transformar José Dirceu em vítima. Qual das reações abaixo você acha que teve o PT de São Paulo?

A) Apenas reclamou protocolarmente, aceitando de bom grado o papel de vítima para Dirceu, aproveitando assim para resgatar publicamente o petista;

B) Pediu direito de resposta à revista;

C) Pagou anúncio em outras publicações para apresentar sua versão;

D) Num gesto a lá Hugo Chávez, apoiou em seu site oficial uma passeata contra a Veja, desta forma trocando de papel com a revista, que de vilão agora passa a vítima.

Sim, caro leitor, o PT de São Paulo escolheu a letra D. Nem Pink & Cérebro fariam melhor…

Com estrategistas assim, essa guerra será realmente um espanto.

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Ainda o caso Veja x Dirceu: os métodos “tarja-preta” da apuração

"Ferramentas tarja-preta” do jornalismo devem ser prescritas com moderação e ministradas com precisão e cuidado. Não foi o que "Veja" fez

Num comentário ao post abaixo, o leitor Thiago Motta pede que eu me posicione de forma mais clara em relação ao uso do que chamei de “ferramenta tarja-preta” (câmera escondida) por Veja na apuração da matéria sobre José Dirceu. Eis o que penso.

O que são “ferramentas tarja-preta” no jornalismo? Câmera oculta, gravador oculto, ocultação da condição de jornalista, uso de identidade falsa, invasão de privacidade, invasão de residência etc.

Assim como o policial deve sacar o revólver e atirar apenas em situações estritamente necessárias, e não banalizar o uso da arma de fogo, o jornalista deve evitar ao máximo o uso de “ferramentas tarja-preta”. Quando então estas podem ser usadas? Em primeiro lugar, é essencial que a pauta envolva relevante interesse público (desvio de dinheiro público, crime organizado, prevaricação por parte de agentes públicos graduados etc.). Essa condição, porém, precisa ainda estar conjugada com pelo menos um dos fatores abaixo:

a) Impossibilidade de levantar a informação sem o uso da “ferramenta tarja-preta”;

b) Situação de risco à integridade física do repórter.

Um exemplo: vale usar uma câmera oculta para filmar uma reunião da milícia ou de empreiteiros suspeitos de formar cartel. Mas não vale usar uma câmera oculta para filmar uma reunião fechada do partido ou o ator traindo a mulher.

Mesmo quando a pauta justifica o uso de uma “ferramenta tarja-preta”, é vital que a operação seja coordenada e realizada com grande cuidado. Afinal, os jornalistas (repórter, editor, diretor da redação) estão sacando o revólver para atirar. E se, apesar das suspeitas robustas, o alvo for inocente? E se terceiros, também inocentes, foram atingidos por uma bala perdida? Por isso o termo “tarja-preta” – deve ser prescrita com moderação e ministrada com precisão e cuidado.

Agora sim o caso Veja x Dirceu.

Primeiro, consideramos o “alvo” da apuração, José Dirceu. Há elementos de relevante interesse público que justificam uma profunda investigação jornalística em torno das atividades do ex-ministro:

1) Ele é réu num grande escândalo em que é acusado de participação num esquema para desvio de dinheiro público;

2) Sua atividade política merece fiscalização constante diante da atividade profissional que ele exerce. Afinal, Dirceu, por um lado, tem acesso privilegiado a políticos e autoridades e, por outro, presta consultoria para grupos privados (nacionais e internacionais) com interesses bilionários no Executivo e no Legislativo.

Ao que tudo indica, para cumprir a pauta, Veja instalou uma câmera escondida no corredor do hotel onde José Dirceu se hospedava. Por tudo o que escrevi acima, acredito que o uso da “ferramenta tarja-preta” nesse caso era aceitável.

Qual foi, porém, o resultado da delicada operação de Veja. Nenhuma prova, por menor que fosse, que sustentasse uma reportagem. A pauta havia caído (ou a revista havia fracassado na sua execução).

O que Veja deveria ter feito então? De duas, uma: destruído as imagens e esquecido o caso ou guardá-las e continuar na apuração.

Veja, porém, decidiu por publicar as imagens. Um gesto abominável. Se havia relevante interesse público na pauta que abonava o uso da “ferramenta tarja-preta”, não havia relevante interesse público nas imagens que justificavam a publicação.

José Dirceu ainda acusa um repórter da revista de tentar entrar em seu quarto usando de outra “ferramenta tarja-preta” (falsidade ideológica visando à invasão de domicílio). A revista nega. Como ainda não é possível dizer quem fala a verdade, analisemos o caso apenas de forma hipotética, como um exercício.

Se um apuração lança mão de uma “ferramenta tarja-preta” (câmara oculta) e o resultado nada aponta contra o alvo, manda o bom senso que a apuração não lance mão de uma segunda “ferramenta tarja-preta” ainda mais invasiva (falsidade ideológica visando à invasão de domicílio).

Na apuração de pautas em que o que está em jogo é o relevante interesse público, há momentos em que se pode e se deve avançar, mesmo que o gesto fira o Código Penal. Mas há também momentos em que a apuração deve recuar, a fim de não ferir o código moral do Jornalismo.

Em resumo: Veja não errou ao usar câmara oculta, mas errou ao usar imagens.

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