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PV se rende a Dilma. Terceira via era na verdade via de terceira

Em 2010, tendo Marina Silva como candidata a presidente, o PV se apresentou ao eleitor como uma a terceira via  na política. Renegava o PT, antigo aliado, e por debaixo da mesa fazia o jogo de José Serra e do PSDB.

Dez meses se passaram.

Marina Silva não é mais do PV. E o PV não finge mais ser a terceira via.

Hoje, líderes do partido se reuniram com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto. A imagem não mente: todos estavam felizes, em comunhão. Em cima da mesa, havia uma caixa embrulhada com fita de presente.

Agora está tudo claro mais claro: o PV não era a terceira via; era uma via de terceira.

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Saída do PV escancara engodo do “fenômeno” Marina

A saída de Marina Silva do PV escancara verdades que ficaram mascaradas pelo “fenômeno verde” da eleição passada:

* Marina não tem densidade política. Marina não tem projeto;

* O PV é mais um partido do establishment e não uma opção de “políticos diferenciados”;

* A grande mídia usou Marina para tentar tirar votos de Dilma Rousseff e, com isso, alavancar a candidatura de José Serra. Terminada a eleição, Marina deixou de ser tratada como fenômeno.

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Cena rara: políticos presos no Brasil

Cena rara: três vereadores de Taboão da Serra (Grande São Paulo) suspeitos de integrar um esquema que fraudava quitações de dívidas de IPTU foram presos ontem à noite dentro da Câmara Municipal justamente quando acontecia a sessão da Casa. A Folha.com registrou a operação policial (veja o vídeo abaixo). Os presos são: Carlos Alberto Aparecido de Andrade (PV), Arnaldo Clemente dos Santos, o Arnaldinho (PSB), e José Luiz Eloi (PMDB). Acredita-se que o rombo chegue a R$ 10 milhões.

Alguém tem dúvida de que a mesma cena poderia acontecer em centenas de câmaras municipais do país?

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Oposição chega ao fundo do poço; Agora é a vez de Marina Silva

Marina não conseguiu reunir 80 pessoas em Brasília

Deu no Estado de Minas.

  • Maria Silva, a candidata de 19,6 milhões de votos na disputa presidencial e protagonista de uma campanha milionária – financiada basicamente pelo dono da Natura Cosméticos –, precisou recorrer a uma caixinha com doações para pagar o aluguel do auditório usado em Brasília para mobilizar militantes na noite de segunda-feira.
  • Quase seis meses após o feito histórico de provocar o segundo turno da eleição presidencial, numa onda verde que surpreendeu e incomodou os adversários do PT e do PSDB, Marina atraiu menos de 80 pessoas para o auditório do Centro Cultural de Brasília. Nenhuma liderança expressiva do PV, local ou nacional, ciceroneou a ex-candidata.
  • Na entrada do auditório, uma caixinha foi colocada para recolher as doações. “Por favor, deposite aqui a sua contribuição para o aluguel do auditório. O movimento Transição Democrática do PV agradece”, dizia um cartaz colado à caixa.
  • O auditório ficou vazio durante a reunião dos militantes que defendem uma mudança de comando do PV. Até as 21h, a única liderança nacional aguardada, o presidente do PV em São Paulo, Maurício Brusadin, não havia chegado ao encontro do Transição Democrática.

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Três meses sem oposição

O governo Dilma Rousseff já conta três meses. O que fez e o que deixou de fazer nesse período não chega a ser surpresa. A efeméride, contudo, esconde um fato perturbador: faz três meses que o governo não tem oposição.

O DEM – ex-Arena, ex-PFL e hoje auto-intitulado “partido das novas idéias” – esfacela-se à luz do dia. Uma de suas principais lideranças, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, criou um novo partido, o PSD, e já flerta abertamente com Dilma.

O DEM nada faz para projetar-se como futura opção à Dilma e, nesses três meses, foi incapaz de apontar os (inúmeros) furos do governo.

Marina Silva, a suposta grande revelação da política nacional, inflada a não mais poder pela imprensa na campanha presidencial, é outra que está perdida, perdida. Descobriu agora (mas só agora?) que seu PV é uma panelinha e já ameaça debandar. Para onde vai, o que quer, é uma incógnita.

O autofágico PSDB, por sua vez, consome suas entranhas. Sem perspectiva de espaço político, José Serra passa os dias a treinar o abraço do afogado em seu “companheiro” Aécio Neves. Já este, ungido grande líder das oposições, até agora não disse a que veio (no Senado, até Itamar Franco consegue fazer mais barulho que ele).

No primeiro grande teste do governo no Senado, a votação do salário mínimo, no final de fevereiro, Aécio foi uma nulidade. A jornalista Dora Kramer, do Estadão – ela, não exatamente uma petista empedernida; o jornal, um bastião da imprensa anti-PT –, acompanhou a votação e fuzilou no Twitter: “Aécio foi a grande ausência”; “Aécio decepciona com falta de posição”.

Nulo no presente e sem discurso para o futuro, Aécio parece também ter sido foi engolido pelo passado. Diante da gerentona Dilma Rousseff, que toca o governo com padrões administrativos acima da (medíocre) média das últimas décadas, Aécio abandonou seu mantra de “choque de gestão”. Ficou sem discurso.

Sem oposição, perde o país. Sem oposição, aumentam as chances de o governo do PT se perder na sua soberba. Vai mal a coisa.

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