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E-MAILGATE – PF não acha hacker, mas descobre uma jornalista e tromba no mensalão do DEM

Enquanto a PF não pegar o hacker, Dilma estará vulnerável

Conforme previsto, o E-mailgate começa a ficar esquisito. A Polícia Federal até agora não deteve o hacker que afirma ter invadido o e-mail de Dilma Rousseff no ano passado, roubando 600 mensagens enviadas e recebidas pela então candidata e, depois, presidente eleita. A PF, contudo, já conversou com duas pessoas que foram contadas pelo hacker: o jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra, testemunha do mensalão do DEM, e uma jornalista que apresentou o hacker ao Sombra.

Não dá para entender. Por que a PF cisca na periferia do caso e não chama o hacker para depor (a Folha de S.Paulo chegou inclusive a publicar uma foto dele)? O que uma testemunha do mensalão do DEM faz nessa história? Por que o hacker conhece tantos jornalistas?

Essa história ainda vai crescer…

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E-MAILGATE – O fantasma de Dilma

Prepare-se, Dilma, a chapa vai esquentar...

Já vi esse filme antes. Tem um hacker solto na Capital Federal oferecendo a partidos e veículos de comunicação um pacote com supostos 600 e-mails de Dilma Rousseff trocados na campanha e no pós-eleição, quando ela já era presidente eleita. Por enquanto, todos dizem ter recusado a oferta, mas é óbvio que não faltarão clientes para esse precioso “produto”.

Com a entrada da Polícia Federal no caso, é de se esperar que o hacker seja detido nos próximos dias ou mesmo nas próximas horas. Mas isso não livrará Dilma de ser perseguida, por um bom tempo, pelo fantasma dos e-mails (sejam eles verdadeiros, falsos ou mesmo verdadeiros porém adulterados). A oportunidade atrairá estelionatários, adversários e aliados ma non troppo de Dilma, empresários e corporações com grandes intere$$es no governo, espiões a serviço de nações estrangeiras, detetives privados, agentes da banda podre da Abin (Agência Brasileira de Inteligência)… Em vez de um pacote, haverá então vários pacotes, a maioria falsos, mas Dilma gastará tempo e energia para explicar que focinho de porco não é tomada. Ou no caso de um eventual pacote verdadeiro, para tentar fazer crer que focinho de porco não é focinho de porco.

Fernando Henrique Cardoso viveu algo parecido quando era presidente da República nos casos do Dossiê Cayman e do Grampo do BNDES, que abalaram seu governo.

Na melhor das hipóteses, Dilma passará um bom tempo, talvez anos, sob forte tensão. Na pior, seu governo poderá sofrer um revés.

Neste meio, a canalhice impera, a cobiça não tem fim e a luta pelo poder é bruta. Dilma que se cuide.

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