Juizes federais ganham entre R$ 21.766 e R$ 24.117 mas acham que é pouco

No dia 21 de setembro, juízes federais sairão em marcha pelas ruas de Brasília a reivindicar mais segurança para desempenhar suas missões (justo), melhor estrutura de trabalho (correto), políticas de saúde e previdência (hummmm, mais?) e reajuste salarial (eita!).

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) espera que o ato reúna mil pessoas, entre magistrados e promotores.

Hoje, de acordo com o Portal da Justiça Federal, o salário de um juiz federal varia de R$ 21.766 a R$ 24.117.

Sem mais perguntas, meritíssimos…

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16 Comentários

Arquivado em Justiça

16 Respostas para “Juizes federais ganham entre R$ 21.766 e R$ 24.117 mas acham que é pouco

  1. Renan Nascimento

    os juizes deveriam ganhar esse valor de 24mil com liquido e não como bruto, pois a dedicação de anos de estudos, sacrificios até mesmo de tempo com a familia .para se dedicar a pratica da justiça. enquanto em nosso pais a vários politico semi analfabetos, que nunca se dedicaram em estudar, e nem se importam com a educação, ganham bem mais que um juiz, que coitado estudou tanto para ver um semi analfabeto parlamentar ganhar mais do que ele , isso sim se chama injustiça.

  2. Anônimo

    e´pouco mesmo

  3. Rama

    Obrigado pelo retorno dado ao meu comentário, Lucas.
    Se for de interesse, podes acompanhar alguns movimentos de melhoria do Judiciário através do site da Seccional da OAB onde atuo, a do RS:
    http://www.oabrs.org.br
    Não acompanho usualmente as iniciativas dos Magistrados, mas sei que também estão frequentemente mobilizados neste sentido.
    Veja algumas atividades nossas somente neste mês de setembro:
    http://www.oabrs.org.br/noticia_ler.php?id=8779
    http://www.oabrs.org.br/noticia_ler.php?id=8789
    Perceba, na página inicial do site, que o Movimento Agora Chega! de combate à corrupção que há muito assola o País é fomentado e praticamente encabeçado pela OAB.
    No site do Conselho Federal também encontrarás noticiadas, constantemente, múltiplas iniciativas em prol da melhoria do Brasil como um todo, inclusive em assuntos que nem seriam de “interesse” ou da alçada da Advocacia, mas que apoiamos por puro senso cívico. Sem querer parecer corporativista, mas já parecendo, não conheço nenhuma outra atividade classista que tenha tais atitudes e, muito menos, financie as empreitadas. Lembrando que a OAB não é órgão público, portanto a verba para esta finalidade não provém de recursos públicos, mas sim do bolso dos próprios advogados.

  4. Jorge Moraes

    Há argumentos razoáveis para os “dois lados”, vale dizer, para os que consideram satisfatório (ou até excessivo) os ganhos dos juízes, e para quem admite (ou até defende) reajuste / aumento de vencimentos.
    Penso que deveríamos estender a discussão. Atenho-me a argumentos favoráveis à posição dos juízes. Nos marcos das sociedades de modo de produção capitalista, é mais do que defensável o reajuste, senão vejamos:
    (1º) a valores aproximados, o salário líquido de alguém que recebe remuneração de R$ 24.000,00 bruto, será de (basta fazer as contas): R$ 16.200,00 (deduzir INSS, de 11% do bruto; e IRRF, de 27,5% sobre a base de cálculo apropriada – reduzida pelo INSS, portanto – e considerando a chamada “parcela a deduzir” da tabela do IRRF).
    (2º) Tal quantia, claro que muito significativa em relação a maior parte dos brasileiros, não destoa muito dos ganhos das famílias pertencentes à classe média alta (vide profissionais típicos de tal classe, médicos, engenheiros seniores, gerentes de empresas de grande porte, etc. ).
    (3º) Pesa ainda a favor dos “pró-reajuste” argumento que julgo muito relevante: os juízes encontram-se sem mudança nos holeriths há três anos, no mínimo. Se o poder de compra cai de ano para ano, é mais do que admissível uma certa insatisfação.
    A minha posição pessoal não está contida nos marcos das sociedades dominadas pelo capital. Como o socialismo parece não figurar dentre as transformações que o senso comum julga de ocorrência admissível, creio que não ajudará muito dizer o que acho. Mesmo assim, quase que por teimosia, faço isso: todos que produzem a riqueza (o que exclui os detentores do capital, naturalmente) devem ter assegurado o mínimo para subsistirem dignamente (nos limites e condições regulados pelas maiorias). Os excedentes a tais “mínimos”, convertidos sob forma de prêmios ou incentivos de natureza individual é que poderiam refletir diferenças de produtividade e capacidade, tudo isso com a parcimônia imprescindível à manutenção e aperfeiçoamento de um sistema que precisa ser reinventado, com urgência. Ou socialismo, ou barbárie! Um abraço a todos.

    • Caro Jorge
      Não considero que um salário líquido de R$ 16 mil seja uma fortuna. Porém, não considero que seja o caso de uma passeata. Afinal, trata-se do topo da carreira pública, que está relativamente bem amparada.
      Não vejo no Judiciário uma campanha por uma Justiça mais ágil, eficiente, equilibrada e menos corrupta. Esses sim seriam temas apropriados para uma passeata de juízes.

      • Rama

        Olá Lucas. Primeiramente, peço licença para me intrometer no debate.
        Entendi muito bem a tua irresignação, mas quanto às “campanhas por Justiça mais ágil, eficiente, equilibrada e menos corrupta”, te asseguro que estás equivocado.
        O Judiciário está extremamente preocupado com tudo isso, principalmente nos últimos anos. Multirões de conciliação são feitos quase mensalmente em todas as esferas jurisdicionais, buscando desafogá-lo e, assim, torná-lo mais célere.
        O próprio CNJ foi criado com tais finalidades.
        Veja a quantidade de reformas em andamento visando alterar os sistemas processuais, todas ou por iniciativa ou com a participação e deliberação pelos Magistrados, no fito de tornar a jurisdição o mais ágil possível, tarefa quase impossível devido à absurda e invencível quantidade de processos em trâmite.
        E outra: os maiores interessados em tornar a prestação jurisdicional rápida são os próprios juízes e os advogados, que também têm participado ativamente em tais reformas.
        Há juízes com mais de 30 mil processos em andamento sob seus cuidados. Quanto antes forem terminando, melhor. Mas, no atual sistema, apenas se acumulam.
        Quanto aos advogados, o interesse é óbvio: quanto antes o processo chegar ao fim, mais rápido receberá o dinheiro.

      • Olá, Rama. Muito obrigado por contribuir para o debate. Seus argumentos são sólidos e me forçam a admitir que preciso me informar melhor. Bom saber que há um movimento como esse no Judiciário, capitaneado por juízes, promotores e advogados. Posso dizer que aprendi com seu comentário. Obrigado e um grande abraço.

    • Caro Jorge
      Concordo que um salário bruto de R$ 24.000 (R$ 16 mil líquidos) não é uma fortuna, mas também está longe de ser um mau salário que justifique uma passeata.
      Um abraço.
      Lucas

  5. Anônimo

    Caro Lucas, se esse salário fosse o líquido, até entenderia sua ironia, mas desconte aí os 27,5% do imposto de renda, o desconto previdenciário de 11% e o plano de saúde. Será um salário líquido de cerca de R$ 14 mil. É o que ganham juízes, promotores e ministros do STF.

  6. Anônimo

    VAmos fazer uma vaquinha para ajudá-los!

  7. Marcelo

    Vale lembrar também das férias de dois meses, dos recessos anuais, das sextas-feiras de folga semi-oficial e segundas-feiras de enganação, etc. O salário tem de ser alto sim. E já é alto o suficiente, sobretudo diante de tanas regalias.

  8. Júlia Mendes

    Será que esses “caras”, sabem o valor do salário-mínimo!???!?
    Fala sério…

    • Rama

      O mínimo, como o nome já diz, é o “mínimo”, ou seja, a base estabelecida para remunerar os menos qualificados para o mercado de trabalho.
      Dificilmente quem é alfabetizado ganha o mínimo.
      Quem conclu o ensino médio já recebe um belo “up” no salário.
      Curso técnico então nem se fala, vem sendo remunerado não raro melhor do que nível superior.
      Sendo que a formação num ténico dura, no máximo, 2 anos, metade do tempo para o bacharelado em Direito.
      O candidato à Magistratura deve, após a graduação, ser aprovado no Exame de Ordem, que vem reprovando quase 90% dos candidatos. Após, deverá atuar no mercado durante, no mínimo, 3 anos.
      Além disso, para passar no concurso para a Magistratura, terá de abdicar de – por baixo – dois anos de estudo intenso, sacrificando vida social e familiar.
      Os candidatos que conseguem ser aprovados estudaram entre 8 e 14 horas todo santo dia, inclusive aos sábados e domingos.
      Deve ser mudada a cultura prevalente no Brasil de desvalorização da educação e do conhecimento. Comparar alguém que nunca “perdeu tempo” em sala de aula com aquele que ralou durante anos para conquistar seu lugar ao Sol é não dar incentivo algum ao aprendizado.
      Se este alguém que se preparou arduamente durante 8, 10, 15 anos para atingir o seu objetivo, devesse ganhar menos por causa daquele que ainda está na base do mercado de trabalho, ele no fim acaba por ser um idiota em ter passado milhares de dias buscando evoluir e aprender ao invés de ir para um bar tomar uma gelada com os amigos ou para a balada curtir a vida.

  9. Anônimo

    Mas o liguido depois de 45% de desconto é de 11mil e 13mil… acho pouco pra quem tem que julgar a vida das pessoas, pra quem tem que julgar processos de milhões e bilhões… E são proibidos de ter qualquer outro tipo de ganho, negocio etc… Injusto é um deputado ganhar e gastar 100mil por mês…

    • Se quiserem de fato complementar o salário, os juízes podem dar aula.
      Não acho que R$ 24 mil seja uma fortuna, mas tampouco é um salário injusto, que valha uma passeata de togas.
      Os juízes têm ainda outras regalias, como férias de mais de um mês (a Ajufe defende férias de 60 dias) e aposentadoria integral.

      • Djalma do Prado

        Juiz ganha, hoje, no máximo R$ 14 mil e não R$ 24 mil. Os descontos são imensos. Dar aulas? A carga de trabalho de um Juiz Federal é absurda e desumana, cerca de 8 mil processos/profissional. O salário adequado, levando em conta o trabalho, a importância das causas e os requisitos técnicos exigidos do magistrado, seria de uns R$ 18 mil/ mês líquidos. Menos da metade do que ganha um diretor (não vice-presidente e nada mais) de uma grande empresa.

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