Dilma 1.0 acabou. Dilma 2.0 reforça gestão. Falta agora a coordenação política

Dilma saiu do lugar, mas não chegou ainda onde precisa

Alguns já disseram: com a substituição de Antonio Palocci pela senadora Gleisi Hoffmann na Casa Civil, a presidente Dilma Rousseff reforça o aspecto gerencial de sua gestão e desidrata a aura lulista que paira sobre Brasília. Assim, inaugura a segunda fase de seu governo.

Mas é de se esperar que a reformulação tenha apenas começado. Afinal, se o problema fosse de gestão, bastaria contratar a Fundação Dom Cabral e tudo estaria resolvido. O busílis, contudo, está onde sempre esteve: na política.

Se não quiser se engolida pelo PMDB ou ficar dependente do pronto-socorro de Lula, Dilma terá de arranjar um ás para a coordenação política. Nessa área, Palocci era um craque, mas já é passado. E o presente, por ora, reduz-se ao fraco, para dizer o mínimo, ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais), responsável pela articulação do governo com o Congresso.

Luiz Sérgio deve cair em breve. Um nome cotado para substituí-lo seria o atual líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Se isso acontecer, será um erro. Vaccarezza faz política com uma borduna nas mãos. Na coordenação política, a borduna é necessária sim, desde que na outra mão haja flores. Assim é a política, queiramos ou não.

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