As “palavras ao vento” do ministro da Justiça

Se o petista José Eduardo Cardozo ainda fosse deputado federal, vá lá que quisesse evitar enxergar algum traço de estranheza no fato de Antonio Palocci ter faturado R$ 20 milhões com sua misteriosa consultoria no período em que ocupava uma cadeira na Câmara dos Deputados e o posto de coordenador geral da candidatura de Dilma Rouseff na eleição presidencial.

Porém, como ministro da Justiça, a quem a Polícia Federal é subordinada, José Eduardo Cardozo não deve e não pode passar um atestado de boa conduta, em branco, para Palocci, como o fez hoje.

Disse Cardozo: “se uma pessoa tem ganhos lícitos, pouco importa o momento em que eles ocorreram. Para que se pudesse fazer uma ilação, teria que se comprovar que o ganho dele teve a ver com a eleição. Não vi ninguém afirmar isso. Pelo contrário, são palavras ao vento que atingem a honra, e não me agrada ver uma pessoa ter sua honra atingida dessa forma”.

Palocci precisa sim se explicar, até para que, se for o caso, fique provado que ele agiu dentro da lei e com ética. Cardozo, por sua vez, precisa saber que é ministro da Justiça e não advogado de defesa.

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