BAFOMETROGATE – Tucanos tentam defender Aécio arrastando irmão e ex-marido de Dilma para o caso

Para defender Aécio, os tucanos mineiros cutucam Dilma

Para entender este post, leia antes o que foi publicado logo abaixo.

Assinada pelo deputado estadual João Leite (PSDB-MG) e publicada no site Minas Transparente, do bloco liderado pelo PSDB na Assembléia Legislativa do Estado, a defesa de Aécio Neves no Bafometrogate não mirou apenas o ministro Fernando Pimentel (PT-MG), até então parceiro político do senador tucano. Ao apontar Cláudio Galeno de Magalhães Linhares, ex-marido de Dilma Rousseff, como administrador oculto do suposto esquema de Pimentel para denegrir na internet a imagem de Aécio, os tucanos mineiros miraram também a presidente da República.

Em dezembro, a revista Alfa publicou reportagem de minha autoria que mostrava os homens que fazem a cabeça de Dilma. Entre eles estava Galeno, ex-marido de Dilma. Escrevi:

“Dilma tinha 19 anos quando encontrou Galeno, seu primeiro grande amor, então com 24. Ele, aprendiz de guerrilheiro, parecia a ela, subversiva teórica, um herói. No ano seguinte ao encontro, casaram-se no civil; dois verões depois, já como militantes do Comando de Libertação Nacional (Colina), caíram na clandestinidade. A militância que os uniu foi a mesma que os separou. O Colina enviou Galeno para o Rio Grande do Sul, mas determinou que Dilma permanecesse no Rio. A distância acabou por separá-los e, por fim, por jogá-la nos braços de seu segundo amor, o advogado Carlos Franklin Paixão de Araújo.”

Cláudio Galeno ainda hoje é próximo de Dilma, com quem mantém uma relação de amizade e de interesses políticos mútuos.

A cutucada indireta em Dilma no texto de defesa a Aécio é complementada pelo post do Notícias do Pimentel, blog anônimo de apoio ao senador tucano. Vejam:

“Cláudio Galeno de Magalhães Linhares entrou para os quadros da prefeitura da capital em meados de 2006, como assessor especial do então prefeito Fernando Pimentel (PT), seu principal padrinho político em BH. Em 31 de dezembro, Cláudio Galeno foi exonerado em uma lista de cerca de 250 pessoas – entre elas o irmão da presidente, Igor Rousseff. Exatos 90 dias depois de deixar a Prefeitura de Belo Horizonte, Cláudio voltou ao serviço público municipal, no cargo de gerente de 1º nível da Gerência de Acompanhamento de Colegiados, o que garante a ele um salário de cerca de R$ 4,5 mil mensais.”

Não bastasse terem incluído o ex-marido de Dilma no Bafometrogate, os tucanos mineiros também arrastam para o centro do palco do Bafometrogate Igor Rousseff, irmão da presidente.

Seria um aviso para Dilma?

Há seis dias, o blog já chamava a atenção para o fato de Andrea Neves, irmã e braço direito de Aécio, ter saído das sombras de onde costuma atuar para dizer, numa rara entrevista, que a repercussão do Bafometrogate era uma ação “orquestrada” para desgastar Aécio. Naquele post, questionei: “O que Andrea quis dizer exatamente com ação ‘orquestrada’? O que ela sabe que nós não sabemos?”.

Agora as coisas começam a ficar mais claras.

xxx

Conforme prometido, voltarei ao texto de defesa a Aécio.

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