Desconstruindo Pimentel

Pimentel: crônica de uma morte anunciada

O ministro Fernando Pimentel está enrolado. Surpresa? Para quem acompanha o blog, nenhuma.

Em fevereiro, quando o governo Dilma não tinha perdido nenhum ministro, o blog vaticinava: Fernando Pimentel, o verdadeiro Palocci de Dilma.

Nas semanas seguintes, o blog mostrava como a fome de poder de Pimentel o colocava em rota de colisão com gente poderosa dentro do governo (ver os posts O saco de maldades de Pimentel, Pimentel conspira para saída de Palocci e Fernando Pimentel quer almoçar Mantega e jantar Tombini).

Em maio, no post Depois de Palocci, Pimentel?, o blog comentava as graves denúncias de superfaturamento que recaíam contra o minério quando ele administrava a Prefeitura de Belo Horizonte.

Em abril, no post O mensalão e eleição de 2014, o blog alertava que Pimentel começava a deixar de ser “carta branca” na imprensa, que tardiamente noticiava o envolvimento do mineiro no mensalão.

Cinco meses atrás, no post Inimizades, pensamentos imperfeitos e um funeral (VII), blog profetiza: “Pimentel um dia vai acabar Palocci”.

No último dia 29, o post PT insiste na parceria Caracu com Aécio apontava Pimentel como principal padrinho da explosiva “parceria Caracu” entre PSDB e PT em Belo Horizonte. A aliança tática entre Pimentel e Aécio Neves é nitroglicerina pura. Primeiro, porque desagrada setores do PT mineiro. Depois, porque faz Pimentel e o próprio PT caminharem em corda bamba, já que os dois partidos estão fadados a um confronto de vida e morte em 2014, tanto na eleição para o Governo de Minas quanto para a Presidência da República. No post, o blog ainda alertou: Cría cuervos y te sacarán los ojos. Pois é, aconteceu.

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5 Comentários

Arquivado em Política

5 Respostas para “Desconstruindo Pimentel

  1. Sivio Torres

    Diz me quem são seus assessores de imprensa e te direi quem és….rs

  2. Carlos Alberto Duarte

    Pimentel é um tolo, metido a esperto. Um sujeito de centro-direita, companheiro do direitista Márcio Lacerda. O ex-prefeito, candidato derrotado ao senado em 2010, não entendeu que chegou à Prefeitura de Belo Horizonte exclusivamente pelo acaso. Não fosse e a doença e morte de Célio de Castro — este sim um político sério e honesto –, de quem era vice-prefeito, Pimentel não teria maior destaque. Continuaria na vidinha de secretario de alguma coisa na administração pública municipal, que não teria sido entregue para o PSDB. A forma como foi feito de trouxa pelo “aliado” Aécio demonstrou a pouca inteligência política de Pimentel.

  3. Anônimo

    O nosso Pimentel, o grande prefeito Pimentel, não consegue vencer-se a si mesmo. Em 2008, num ato de extremo egoísmo político, fazendo uma dobradinha estranha com “aecim malvadeza” jogou um patrimônio político conquistado junho ao povo de Belo Horizonte, no colo do desconhecido neo-psbista, oriundo do esquisofrênico e ultrapassado Democrata, para ser eleito burguesmenteprefeito de BH. O homem apanhou fama de bão porque era empresário bem-sucedido, sendo assim, pela míope ótica dos neoliberais, a melhor solução para o povo belo horizontino. Deu no que deu: o prefeito-burguês desmonta todas a consquista democráticas conquistadas pelo PT em parceria com consciente e cidadã população da capita. E agora Pimentel, cadê você, burocrata entregador da nação petista?!

  4. Gisele

    Lucas, vc é nota 1000.
    Ético, antenadíssimo, excelente jornalista e um escritor muito bom.
    Parabéns!

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