Serra, Soninha, boatos e malvadezas

Em entrevista à revista Mymag, Soninha Francine, ex-vereadora de São Paulo e ex-subprefeita da Lapa, falou sobre os boatos de sua suposta “proximidade” com José Serra. “Ele ficou muito abalado ”, conta Soninha.

É curiosa a disposição de Soninha. Por que ela resolveu falar justamente agora? O boato de que ela e Serra teriam um caso amoroso é relativamente antigo. Ademais, ao abordar o tema publicamente, Soninha estaria expondo não só ela, mas também Serra e a mulher, a psicóloga chilena Mónica, com quem o tucano é casado há 43 anos.

Soninha não é sonsa, muito menos irresponsável. Se falou é porque teve motivo para falar. Qual terá sido então o motivo? Com base num fato concreto, desconhecido até agora, é possível traçar uma conjectura.

Quando Serra ainda era pré-candidato a Presidente da República pelo PSDB, adversários dele, dentro e fora do partido, tentaram barrar seu projeto lançando mão de expedientes condenáveis, quando não ilegais. O caso mais conhecido é o dossiê financeiro contra Serra que começou a ser gestado dentro do jornal Estado de Minas, ligado a Aécio Neves, e que chegou posteriormente a circular na pré-campanha de Dilma Rousseff. O caso acabou transpirando antes de o dossiê estar completo, e a Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a suposta quebra de sigilo fiscal de Serra e de sua filha, Verônica. Até agora, sete pessoas foram indiciadas, entre elas o jornalista Amaury Ribeiro Jr.

Na mesma época em que o dossiê financeiro contra Serra circulava em Brasília, estavam em andamento duas outras tentativas de levantar munição pesada contra ele. O segundo dossiê, que morreu ainda no seu nascedouro, trataria das relações do tucano com uma empresa do ramo automobilístico. Já o terceiro dossiê versaria sobre a “proximidade” de Serra e Soninha, tema hoje debatido abertamente por esta.

Para dar sustância a esse terceiro dossiê, adversários de Serra tentaram armar um esquema de espionagem que incluía o monitoramento de um apartamento em Paris. A arapongagem, porém, fracassou pelo mesmo motivo que acabou em escândalo o caso do dossiê financeiro: incompetência dos executores.

No ano que vem, teremos eleição novamente. Discute-se hoje se Serra será ou não candidato a prefeito de São Paulo. Caso decida voltar ao ringue, o tucano sabe que enfrentará resistências e o jogo sujo. Mas com a entrevista de Soninha na Mymag, pelo menos a possibilidade de um golpe-baixo foi desarmado.

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4 Comentários

Arquivado em Política

4 Respostas para “Serra, Soninha, boatos e malvadezas

  1. Anônimo

    Será possivel uma relaçao desta?Duvido,pois é notório que ela gosta de fumar um…mas droga pesada,nao.HEHE

  2. Clovis Campos

    Bem, o livro do Amaury sobre as traquinagens de Serra sai em outubro.
    Será o momento rm que a porca ( ou Serra) vai torcer o rabo…

  3. Malvadezas, jogo sujo, dossiê, golpe baixo, espionagem contra o Sr. Serra? Logo contra este homem probo e cheio de virtudes, ainda com a coerente Soninha na jogada? Isto está parecendo jogo de cena ou cortina de fumaça para desviar a atenção deste Sr., que é o maior mentor de todas ações rasteiras na política brasileira, contra amigos e inimigos.

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