EXCLUSIVO: Guerrilha do Araguaia/1 As últimas ceias dos guerrilheiros

A partir de hoje, o blog inicia a publicação de uma série de imagens inéditas relacionadas à Guerrilha do Araguaia. São fotos pessoais e documentos secretos – da guerrilha, das Forças Armadas e de terceiros – que jogam luz em dois episódios repletos de interrogação: 1) O projeto de insurreição que o então clandestino PCdoB sustentou durante seis anos (1966-74) na região do Bico do Papagaio, na divisa do Pará, Tocantins e Maranhão, e 2) O contra-ataque do Exército, entre 1972 e 1974, que abafou a guerrilha.

As imagens revelam o antes, o durante e o depois.

A abertura da série mostra a fase pré-guerrilha. São imagens das últimas celebrações à mesa das quais participaram quatro guerrilheiros do Araguaia.

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Depois de uma viagem à China para treinamento de guerra de guerrilha, em 1966, militantes do PCdoB se mudaram para a pequena cidade de Porto Franco, no oeste do Maranhão. Ficaram por lá durante um tempo (talvez um ano ou um pouco mais) à espera de ordens da cúpula do partido para se transferirem para o sul do Pará, região escolhida para instalar a guerrilha. Em Porto Franco, os guerrilheiros assumiram diversos disfarces (médico, comerciantes, agentes de saúde) e passaram a viver de forma pacata, animada e com um nível de conforto que não veriam mais.

FOTO 1

Não se sabe quantos guerrilheiros passaram por Porto Franco. O certo é que alugaram duas casas. Numa delas (FOTO 1, imagem recente), moravam o veterano líder do PCdoB Maurício Grabois (codinome Mário), seu filho André Grabois (Zé Carlos) e o genro Gilberto Olímpio Maria (Pedro). Na outra casa (FOTO 2), vivia João Carlos Haas Sobrinho (dr. Juca).

FOTO 2

Para manter seus disfarces, os guerrilheiros procuravam levar uma vida normal, misturando-se à população. Assim acabaram frequentando inocentes festinhas da sociedade porto-franquina, como mostram as fotos tiradas por moradores entre 1967 e 1968. Nas imagens, vê-se que, antes de descer ao inferno da guerrilha, os militantes do PCdoB celebraram a vida na companhia da povo que pretendiam representar. Comeram bem e brindaram com copos cheios, talvez pensando na revolução que nunca chegaria.

Não muito tempo depois que as fotos foram tiradas, os guerrilheiros enfim receberam ordens para deixar Porto Franco e se embrenhar nas matas do Bico do Papagaio, a 200 quilômetros adiante. Na guerrilha, viveram a vida bruta dos acampamentos na mata, passaram fome e se vestiram com andrajos. Quase todos morreram nas mãos do Exército.

FOTO 3

FOTO 3 – Dezembro de 1967. André Grabois (no fundo, de óculos) e Gilberto Olímpio Maria (à esquerda, em primeiro plano) participam da festa dos formandos da 4ª série do Ginásio Dom Orione. Há duas mesas servidas. A da direita, que aparece em destaque, é a mesa dos homens. Foi posta com esmero (repare nos copos de festa e na disposição simétrica dos pratos). A comida acaba de chegar: são oito tigelas bem-servidas. É possível identificar um punhado de pastéis, uma montanha de arroz e um prato que leva ovos partidos ao meio, tomates em rodelas e, como enfeite, azeitonas. Um zoom na imagem revela o que seria uma coxa de frango no prato que está à frente de André Grabois.

Os guerrilheiros estão com os cabelos cortados e penteados e vestem camisas claras e bem passadas. Esboçam um sorriso, mas o que revelam é uma certa tristeza. Os demais convidados parecem mais à vontade, e a mulher ao fundo, vaporosa, encanta o ambiente.

Em 1968, poucos meses depois daquela comemoração, André Grabois deixou Porto Franco para comandar o Destacamento A da Guerrilha do Araguaia. Deu tiros, assaltou um posto da PM e acabou morto pelo Exército, em 1973. No mesmo ano, tombou Gilberto Olímpio Maria. Os corpos de ambos permanecem desaparecidos.

FOTO 4

FOTO 4 – Ainda estamos na festa de formatura, mas agora na mesa da esquerda, a das mulheres, arrumada com tanto ou mais capricho que a dos homens. Toalha de babados bordada, copos finos e comida farta. A senhora de óculos, de 54, é apresentada aos moradores de Porto Franco como d. Maria. Seu nome verdadeiro é Elza de Lima Monnerat. Integrante do Comitê Central do PCdoB, é ela quem costuma buscar os companheiros em São Paulo e levá-los até o local da guerrilha.

Elza Monnerat foi um dos poucos guerrilheiros do Araguaia que conseguiram fugir da caçada promovida pelo Exército. Presa em 1976, em São Paulo, foi liberdade em 1979. Morreu em 2004, com 90 anos.

(Um detalhe curioso: anos depois do fim da guerrilha, quando souberam que seus antigos vizinhos eram guerrilheiros disfarçados, os donos das fotografias coloridas (monóculos) cortaram algumas delas para apagar os militantes do PCdoB. Nesta imagem, um corte apaga o rosto de Gilberto Olímpio Maria, que aparece na FOTO 1. Supõem-se que os donos do monóculo não identificaram que d. Maria também era guerrilheira).

FOTO 5

FOTO 5 – A comida já foi devorada; sobrou um garrafão no centro da mesa. A festa de formatura agora parece mais animada. Os mais velhos deixaram o ambiente e os jovens, inclusive adolescentes, tomaram conta. No canto direito, com o copo mais elevado para o brinde, aparece João Carlos Haas Sobrinho, o dr. Juca da Guerrilha do Araguaia.

Médico experiente, João Carlos Haas Sobrinho tinha consultório em Porto Franco. Em 1969, abandonou a cidade e o disfarce para se juntar aos companheiros que o esperavam no Bico do Papagaio. Morreu três anos depois, compondo a lista dos desaparecidos políticos.

FOTO 6

FOTOS 6 E 7 – Como é comum acontecer com os médicos do interior, João Carlos Haas Sobrinho era muito querido pelos moradores de Porto Franco e, por isso, sempre era convidado para as festas. Na FOTO 6, o dr. Juca (o mais alto) aparece numa festa da elite porto-franquina. Escondida por um papel já engordurado, a comida do jantar aguarda a hora de ser servida. Homens de terno, garrafas de espumante e o balde de gelo entregam: é um encontro “pequeno burguês”, como diriam os comunistas da época.

FOTO 7

Na FOTO 7, em outro evento, João Carlos Haas Sobrinho conversa com um morador de Porto Franco. Na mesa, garrafas de Pepsi Cola e um litro de “Pure Malt”.

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PRÓXIMO POST: João Carlos Haas Sobrinho, o guerrilheiro que encantava as mulheres.


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27 Comentários

Arquivado em História do Brasil, Militares

27 Respostas para “EXCLUSIVO: Guerrilha do Araguaia/1 As últimas ceias dos guerrilheiros

  1. Mauro

    O paradoxo que dá para perceber da presente matéria e que a torna impar e instigante é…

    Como foi possível viver, naquela região, uma vida tão singular, pacata, harmoniosa, singela, ingênua, gostosa e principalmente profícua, já que todos os “revolucionários” interagiam positivamente com os nativos, viviam uma vida produtiva e altamente comprometida com o social, sem se envolver de fato com o espirito afetivo da cidade e dos moradores.

    Lembrando que, toda essa construção social e afetiva foi abandonada e deixada para trás em nome de uma revolução utópica e claramente fadada ao fracasso.

    Se por um lado o regime militar era opressor, a cidade em si, não pareceu sentir, durante a estadia dos meninos sonhadores, as marcas dessa opressão. Porém após a insurgência tudo mudou.

    É triste ver rapazes tão bem estudados e educados, adotarem uma postura tão radical, no entanto, com todos esses atributos o mais importante é a marca indelével e definitiva da firmeza de caráter com o qual agiram na decisão de suas consciências.

  2. Mauro

    A contribuição de um brasileiro quer seja civil ou militar não pode passar por cima da constituição.

    Os fins não podem justificar os meios, quando há regras no jogo, vencer sem respeita-las e impor a vontade própria ou de um pequeno grupo, não oferece uma disputa sadia e uma vitória honrosa e digna, desrespeita o adversário e cria um ambiente de revanchismo e de vingança permanente.

    É o que ocorre hoje com o poder de quem estava nos porões do regime. Comissão Nacional da Verdade, qual verdade? Opressão aos militares através do sucateamento das forças armadas, que ao invés de beneficiar os brasileiros, está expondo nossas fronteiras aos inimigos potenciais. Há nesta intensão algum patriotismo? Não…, somente revanchismo e satisfação de uma vingança pessoal ou de um grupo que vê neste ato, um ato de poder fazer o que não puderam fazer na guerrilha. Uma vingança, tardia, comida fria, as custas do povo.
    Estão no poder para vingar ou para construir um país melhor para todos?

    Por outro lado, se os generais daquele período, tivessem alimentado menos paranoia, obtido mais informação, tivessem menos ideologia política, mais patriotismo, respeito às leis e a carta magna e principalmente uma coisa chamada disciplina, um comportamento tão exigido nos meios militares mas que foi subvertido em nome do “bem do país”. Essa tão preciosa disciplina não ocorreu quando um general de Minas (Mourão Filho) utilizando-se de seu posto, rebelou-se contra todas as forças armadas, mostrando que os militares não estavam coesos.

    Será que uma nova eleição presidencial, após a queda de João Goulart, feita dentro dos preceitos da constituição, mesmo elevando ao poder um civil de esquerda ou de centro esquerda, levaria de fato o Brasil ao comunismo? Essa resposta, nunca teremos, pois não foram exercidas na democracia em que vivia o país, naquele momento.

    O que ocorreu de fato é que o Brasil não estava preparado para dividir as riquezas produzidas por todos os trabalhadores, para todos os mesmos brasileiros que de uma forma ou de outra, ajudam a construir o Brasil. Exterminar não pessoas, mas a miséria e a pobreza, material e cultural. Construir um país sem grandes desigualdades e promover sim, o patriotismo onde o brasileiro não se sinta espoliado, esfolado, roubado, escravizado e excluído.

    O país tem riquezas imensas que devem e podem ser repartidas com todos os brasileiros de forma equânime e proporcional. Um país forte e soberano não cria bandidos, traidores, corruptos, ninguém nasce com esses atributos. O indivíduo é resultado do meio em que vivi.

    Infelizmente o Brasil hoje, ainda não tem essa vocação.

  3. Mauro

    Se analisarmos os dois lados da moeda, está claro os grandes erros, dos dois lados.

    A cúpula da esquerda, mal estruturada, mal organizada, mal administrada, mal instruída, mal preparada e desprovida de rumo e plano, não conquistou nada e fez perecer a vida de quase 500 brasileiros, civis e militares, muitos deles inocentes. As atividades revolucionárias, principalmente as guerrilhas, incentivou o regime militar a permanecer mais tempo no poder, utilizando-se da retorica, protetores do Brasil, porém…

    … O regime militar, passou por cima da constituição, carta magna que deveria estar acima de qualquer golpe, no entanto foi pisoteada por interesses da minoria brasileira, não só dos militares, mas de uma classe social formada por militares reformados dos clubes militares, oficiais graduados que interferiam na política, a elite social e da classe media, instituições religiosas, católicas, judeus, protestantes, empresários e industriais, além de imigrantes bem sucedidos que não representava de fato a grande massa da população operária e de desempregados da classe pobre e miserável que constituía a massa maior da população brasileira e que na época sofria com a inflação gigantesca, mas não tinha voz e nem poder político.

    Assim, o golpe militar foi feito para a classe privilegiada em detrimento da grande massa pobre. Não houve eleição popular logo após a derrubada do governo de João Goulart, mas sim um acerto para a posse do General Humberto de Alencar Castelo Branco.

    O governo militar ficou conhecido por um grande repressor dos direitos individuais, torturas, mortes e desaparecimento de assim denominados “subversivos” . Por outros lado foi responsável por grandes obras do “milagre brasileiro” como a usina hidroelétrica de Itaipu, na qual sem ela hoje, teríamos um enorme deficit energético. Porém, criou-se um enorme endividamento econômico que se arrastou por mais de duas décadas. Apesar de todos os prós e contras, a grande massa que não se envolvia em política, vivia uma vida relativamente tranquila do ponto de vista dos serviços públicos que funcionavam a contento.

    Hoje vivemos quase que o outro lado da moeda. Com a posse de Dilma e depois de dois mandatos de Lula, dois reconhecidos esquerdistas, os serviços públicos para os pobres, são reconhecidamente um caos. Segurança, Saúde e Educação passam por uma crise vergonhosa e vive-se um paradoxo.

    Não poder exercer os direitos individuais e viver uma vida razoavelmente tranquila, com serviços públicos que atendam plenamente a população pobre.

    Ou poder exercer plenamente os direitos individuais, num mundo excessivamente capitalista e não ter acesso pleno aos poucos e precários serviços públicos disponíveis e quase todos privatizados.

  4. Mauro

    …Por outro lado, a luta armada ou guerra de guerrilha só passou a existir depois do golpe militar ou contra-revolução, como denomina a ala militar.

    Magalhães Pinto foi o principal articulador deste golpe, portanto um civil, apoiado posteriormente pelos governadores do Rio, Carlos Lacerda e de São Paulo, Adhemar de Barros que utilizaram, desde as primeiras horas após o golpe, suas policias (não militares – força pública) para reprimir manifestações, fechar sindicatos e depredar jornais que publicavam notícias desfavoráveis ao golpe. O golpe portanto teve início com autoridades civis e que contava com o apoio fundamental do general Mourão Filho comandante da IV Divisão de Infantaria de Minas Gerais.

    Mourão, conhecido por ser um dos lideres da AIB – Associação Integralista Brasileira, movimento nacionalista e que se tornou importante no governo de Getúlio Vargas, quando era então Capitão. Daí a entender que o golpe militar de 1964 também tem suas raízes e motivações oriundas de tempos anteriores. Mourão quando dirigia o serviço secreto da AIB, em 1937, redigiu um documento relatando um plano comunista para a tomada do Brasil, conhecido como Plano Cohen. Mourão, portanto, tinha um amplo conhecimento dos assuntos relacionados a intensões revolucionárias comunista no Brasil.

    O golpe militar poderia ter tomado outros rumos, porém a elite da sociedade brasileira, clubes militares, classe média, funcionários públicos militares da ativa, empresários, industriais, e imigrantes bem sucedidos alem do poder e interesses econômicos internacionais, que tinham medo de uma possível implantação de um regime comunista semelhante a Cuba, levaram o alto comando militar à permanecer no golpe.

    No decorrer do regime e principalmente depois da implantação do AI-5, grande parte dessas instituições e desses poderes apoiadores, se afastaram dos militares deixando órfão o golpe.

    Magalhães Pinto, o principal apoiador desde os primeiros dias do golpe, voltou atrás declarando que o golpe não podia ficar nas mãos dos militares e que os mesmos deveriam ficar restritos as suas atividades profissionais, respeitando a constituição, porém isso não aconteceu.

    Estava aí então, selado o destino brasileiro, nas mãos dos militares por 21 anos.

  5. Mauro

    O grande problema é que quem conta um conto, aumenta um ponto. O relato isento ou a pesquisa honesta dos fatos é algo quase inesistente. Por outro lado não precisa ser inteligente para perceber, lendo e relendo todas as histórias e as estórias contadas, os dois lados cometeram erros. No meu entender os militares tomaram uma decisão política e grande parte da população, pelo menos os que se manifestaram, queriam os militares no poder pois tinham o receio da implatação do partido comunista no Brasil.

    Leiam sobre a Revolução Russa e os mais de 20 milhões mortos.
    Republica Popular da China e 60 milhões.
    Coréia – 2 milhões.
    Vietnam – 1 milhão… E vai por aí, todos comunistas.

    Ninguém queria isso e acho que não querem isso hoje também!
    O regime militar, mesmo tendo sido extremamente opressor, não matou mais de 500 guerrilheiros e ativistas, mal treinados na China e Cuba e armados com revolveres e espingardas. Aliás o tempo que ficaram – sem querer fazer trocadilho – encubados no Araguaia, sequer permitiu que os “revolucionários” dominassem de fato as técnicas de sobrevivencia na selva. Muitos capturados estavam em frangalhos, mostrando que guerrilheiro de verdade precisa ter vocação e treinamento especilaizado. Nem Cuba e nem a China foram escolas para essa turma.

    Pode? Tomar Brasília com um contigente de 80 caboclos!! Ou deviam ter fumado muita maconha e o delírio era geral ou então havia algum plano mirabolante que desconhecemos.

    O fato é que muitos sobreviventes como a ex-guerrilheira Dilma, vive um plano de revanchismo e hoje vivemos numa sociedade insegura e muito pior que viviamos no regime militar.

    O que adianta poder falar o que pensamos, mas não poder sair de casa?

  6. Sergio Petrucio

    Que coisa tão linda que os guerrilheiros coitadinhos;queriam fazer no Brasil,já que não deu no Araguaia,então agora estão aí na presidencia da República,nos Ministérios etc..Viva a guerrilha ,viva ao Brasil,viva ao PT,é isso aí voces estão de parabéns por fazer nossa nação cada vez mais desmoralizada,os miltares realmente não contribuiram pra nada e estão ai podres de ricos kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    • Mauro

      Os militares carregam esse mérito, pelo menos até onde se sabe, nunca houve denúncia sobre enriquecimento de algum militar. Isso pesa positivamente nos integrantes e na própria instituição militar brasileira que tem sim grandes méritos. Sem as Forças Armadas a quem recorreríamos numa possível invasão de nossas fronteiras? As Forças Armadas são a última fronteira entre nosso país e os inimigos. As Forças Armadas são o pilar da nossa soberania, mas tem que agir dentro da legalidade da constituição.

      Também há muitos casos em que militares que se mantiveram fiéis a constituição, ou seja, não queriam participar do golpe por considerar ilegal, se viram num beco sem saída. Se por um lado estavam respeitando a carta magna do seu país, por outro, estavam contra seus comandantes e contra o golpe, assim, foram considerados traidores. Foram expulsos e muitos deles presos.

      Sem falar do capitão Carlos Lamarca, que se de um lado, foi traidor da farda, por outro, não traiu sua consciência. Lutou por algo que acreditava, por isso deveria ser respeitado como homem, mas foi tratado como bandido e não como revolucionário. Lembramos que para se tornar um oficial do exército e posteriormente capitão, dedica-se uma vida toda, principalmente no caso de Lamarca que teve origem humilde, portanto a carreira não era apenas uma herança familiar que não foi, era um meio de vida e de conquista social, que o foi para ele, porém ao perceber que a instituição que ele houvera adotado para sua vida, pisou na constituição e oprimiu seu próprio povo, resolveu e preferiu dar voz a sua consciência.

      Assim como o próprio regime militar intitulou a revolução de 1964 como uma guerra, da mesma forma deveria ter respeitado a convenção de Genebra. Uma vez preso, não torturar, não matar, julgar e fazer cumprir pena em caso de punição. Lembramos que a pena de morte no Brasil não foi e não é lei.

  7. Anônimo

    Muito bom parabéns pelo artigo e pelas fotografias.

  8. jose carlos

    sinceramente nao sei se na epoca morrerram tantos quanto morre hoje no brasil,hospitais,transito,assassinatos,só sei que a culpa e deste governo atual é o mesmo que na epoca estavam contra os militares,é tudo hipocrisia e o brasil esta pior do que a 30 anos atraz

  9. Andre

    São duas vertentes da história, uma sobre um público que estava contra os rumos de um Brasil que consideravam desigual e a outra para defender os interesses e a ordem pública….Hoje, os que estavam contra o capitalismo da época são beneficiados por sombras do passado e recebem pomposas somas e fazem o que querem com o Brasil e com o controle da mídia e opinião publica.

  10. Zé-Povinho!

    Vivi pesquisando, mas não consigo quase nada sério e imparcial sobre esta história. Sempre que acesso algo, é de apaixonada defesa de idéias e ideais de um ou outro lado. Os simpatizantes dos guerrilheiros justificam todos seus crimes hediondos e crueldades com românticas e “maravilhosas” gentilezas cometidas e auxílio prestado aos habitantes da região e nação brasileira para a “melhoria da qualidade de vida e o bem comum que não vemos ser praticado pelas “elites e homens-públicos” que sempre “prometeu mas não cumpriu!”, inclusive pelos “anjos” como o Comandante Prestes que causou um síndrome de suicídios como lembrança da passagem da “mito Coluna Prestes” pela triste história pátria brasileira. E de outro lado vemos o mesmo “esforço virtuose” de eufemismos, dissimulações e bom-mocismo ético, moral e de uma ingenuidade, amor, fé, esperança num “mundo melhor para o Zé-Povinho, como eu um anônimo aposentado que sendo trabalhador por mais de décadas, vive sua inatividade desvalorizada, enquanto “us cumpanhero filiado ao pt dus mais humirdi” com cargos como – aspone – assessor parlamentar, ganha no mínimo 60 vezes o que eu “trabalhador aposentado e vero”…

    • Mauro

      Você pode pesquisar aqui:

      http://memoria.bn.br/hdb/uf.aspx

      São jornais da época, entre eles o UH entre uns 20 outros escolhendo inclusive os estado de origem, no caso Rio, SP, MG, relatando os acontecimentos de forma bem mais parcial, clara e evidente. Pelas datas é possível acompanhar a evolução dos fatos, melhor que muitos livros de história tendenciosos.
      Escolhi o Ultima Hora, pois foi perseguido pela direita, porem muitos outros de ligação direita, oferecem amplo e farto material que coadunam perfeitamente com qualquer tendencia relatando os fatos de forma harmônica e alinhada.
      Claro, posterior ao inicio da censura propriamente dita, as tendencias mudaram e cada um procurou brasa para sua sardinha, tentando salvar o seu empreendimento.

  11. precizo entrar em contato com os responssaveis pelo site memórias reveladas

  12. Niécio

    Lucas, não sou escritor ou jornalista. Sou advogado. Por isso apenas posso sugerir. E a história de um grande brasileiro chamado Apolônio de Carvalho dá uma excelente obra literária e até cinematográfica. Até hoje não sei porque ninguém se interessou.

    • Anônimo

      Olá Niecio,
      Existe um documentário sobre a vida de Apolonio chamado Vale a Pena Sonhar. E também uma exposição sobre sua trajetória de vida.

      Abs

      • Niécio

        O documentário em vídeo, eu o assisti. O livro, “Vale a pena sonhar”, é apenas uma entrevista, porque, na verdade, ambos, são feitos em perguntas e respostas. Mas a vida de Apolônio sujere um livro mesmo ou um filme, porque, sem tirar o mérito de Che, a história é mais bonita.

  13. augusto puliceno de almeida

    sobre aguerrilha ,etava na area do conflito em 1974 e fui prejudicado ,poque tinha uma pósse de térra na região do bréjo grande ,serra das andorinhas e o que eu soube da guerrilheira dina ,é que éla atirou em um militar . e foi preza ,e quimou as córdas que os amarravam e se queimou muinto nas cóstas e nadegas e braço e ãnte braço e foi levada pelo exercito . ecom serteza veio a falecer devido as graves queimaduras,pois os ultimos guerrilheiros que foram preso atearãm fogo no nósso rãncho e matarãm todas as nóssas galinhas e ópcos

  14. Anônimo

    CARO AMIGO.NOS FALE DOS MILITARES ASSASSINADOS,NOS CIVIS TRUCIDADOS,DOS ATOS TERRORRISTAS ,DAS BOMBAS,DOS ASSALTOS A BANCO ,DA CORJA TERRORISTA QUE ESTÁ NO PLANALTO.ISSO VOCE SABE/PASSE TODA A FICHA DELAES PARA ESTE POVINHO QUE COMPACTUA COM TUAS IDEIAS COMUNISTAS.

  15. mohammad

    como diriam os antigos espíritos da mata dos terecô: Osvaldão e o povo da mata são imortais!!!!!!!!

  16. Niécio Roldão

    Até agora não foi publicado nada da biografia de Oswaldão. Ele foi guerrilheiro no araguaia e foi assassinado. Você não tem nada sobre a vida dele, Lucas?

  17. Hélio Costa

    Lucas, amigo.

    Você é realmente um grande repórter. Seu Blog está um primor. Parabéns.
    Seu fiel admirador,

    Hélio Costa

  18. Antonio Ricardino A. de Sousa

    Caro Lucas Figueiredo, foi um prazer muito grande ler sua pesquisa sobre os guerrilheiros do araguaia. Quando criança presenciei a movimentação de um grupo deles, refugiados em uma localidade próximo de minha casa no interior de Imperatriz Maranhão, tambémpróximo de Porto Franco. Eram pessoas agradável, benfeitoras e portanto educadas. Quando a polícia perseguia o grupo, inclusive prenderam um compadre do meu pai, suspeito de dar abrigo ao mesmos. Hoje sou professor graduado em matemática e resido em Imperatriz. Essa história me chama muito atenção.
    Professor Antonio Ricardino.

  19. eymard

    E sempre bom ter alguem que nos lembre que a historia é feita de gente comum. Que come pastéis; joga fora conversa em mesa de bar; toma um espumante. Tambem vou acompanhar com entusiasmo o desenrolar dessas matérias.

  20. é fantástico saber que ainda alguém se preocupa em manter contada a história desses anos inesquecíveis para quem os viveu e para quem os busca, sabe-se lá por que razão, como eu. ansioso pela continuidade da série, espero sinceramente que seja lida, vista e, sobretudo, ainda que mais dificilmente, sentida pelos leitores que aqui pousarem.

    abraço!

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